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Joinville,04/02/2026

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Por que o veículo de 35 km/l da Bajaj não pode ser vendido no Brasil

Compacto indiano esbarra em normas brasileiras de segurança e segue proibido para venda no país

Fonte: redação360
Por que o veículo de 35 km/l da Bajaj não pode ser vendido no Brasil Divulgação

O mercado automotivo brasileiro, conhecido por sua busca constante por eficiência e preços acessíveis, mantém os olhos voltados para o Bajaj Qute. Fabricado pela gigante indiana Bajaj Auto, o veículo se destaca globalmente por uma marca impressionante: a capacidade de rodar até 35 quilômetros com um único litro de combustível. Entretanto, apesar do forte apelo econômico e da curiosidade do consumidor local, o modelo enfrenta impedimentos legais e técnicos que impossibilitam sua comercialização oficial no território nacional.

Classificação e exigências legais

A principal trava para a chegada do Qute não reside em uma estratégia comercial, mas na legislação vigente. No Brasil, o modelo não é reconhecido como um carro de passeio. Pelas suas características técnicas e dimensões, ele se enquadra na categoria de quadriciclos, que possui regras de fabricação e circulação muito específicas.

O problema central é que o veículo não cumpre os requisitos mínimos de segurança exigidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e pelo Inmetro para automóveis. Itens que são obrigatórios para qualquer carro novo no Brasil, como airbags e sistemas de frenagem mais complexos, não fazem parte do projeto original do modelo indiano.



A questão da segurança veicular

Desenvolvido para mercados com regulamentações mais flexíveis, como a Índia e partes da África e Ásia, o Qute foi projetado para ser um degrau acima das motocicletas, oferecendo cobertura contra intempéries e maior estabilidade, mas sem a robustez de um carro convencional.

A estrutura de proteção em casos de colisão é um dos pontos mais críticos. Em avaliações realizadas em mercados internacionais mais exigentes, como o europeu, o compacto recebeu notas baixas em testes de impacto. Para o regulador brasileiro, a ausência de uma célula de sobrevivência adequada e de equipamentos de retenção de impacto torna o veículo inapto para o trânsito urbano intenso das grandes metrópoles brasileiras.

O dilema do custo-benefício

A adaptação do Bajaj Qute aos padrões nacionais de segurança chegou a ser discutida, mas a conta não fecha para a fabricante. A instalação de airbags, reforços estruturais no chassi e outros dispositivos obrigatórios elevaria o custo de produção de forma drástica.

Como o maior diferencial do Qute é justamente o preço reduzido e a economia operacional, essas modificações eliminariam a competitividade do produto. Caso fosse atualizado para ser legalizado como carro no Brasil, ele deixaria de ser o veículo popular e barato que o consagrou em outros países. Assim, o modelo permanece como uma solução de mobilidade restrita ao exterior, reforçando que, no Brasil, a proteção ao ocupante ainda se sobrepõe ao baixo custo de aquisição.

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