Tecnologia 3D otimiza o planejamento cirúrgico no Hospital São José
Equipamento doado à unidade permite a criação de biomodelos ósseos fiéis à anatomia dos pacientes, aumentando a precisão em cirurgias complexas
Divulgação O uso de tecnologia de ponta tem transformado a rotina do setor de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Municipal São José, em Joinville. Por meio de uma impressora 3D, a equipe médica consegue reproduzir modelos físicos de ossos com fraturas ou deformidades, permitindo um estudo detalhado da anatomia de cada paciente antes mesmo da primeira incisão cirúrgica.
A implementação deste recurso na rede pública foi viabilizada pelo médico ortopedista Guilherme Stirma, que estuda a aplicação de biomodelos tridimensionais há uma década. Ele intermediou a doação do equipamento, um modelo chinês Creality CFS, realizada pela importadora Slim 3D Impressoras. O maquinário é considerado um item de alta tecnologia, apresentando operação simplificada e automatizada quando comparado aos modelos robustos e manuais de anos atrás.

Precisão milimétrica no pré-operatório
Os modelos produzidos em material plástico são baseados em exames de imagem, como tomografias e ressonâncias magnéticas. O software da impressora converte os dados digitais em uma estrutura física que respeita as dimensões reais do paciente. Essa característica é fundamental para que o cirurgião compreenda a volumetria da lesão, algo que a visualização em monitores de computador, limitada ao plano bidimensional, não oferece de forma tão clara.
Desde a instalação do equipamento, em novembro de 2025, o hospital já realizou cerca de 50 impressões. As peças auxiliam em tratamentos de áreas críticas, como quadril, coluna, joelhos, ombros e tornozelos. Para os especialistas, a possibilidade de manusear a réplica do osso lesionado permite antecipar dificuldades técnicas e definir a melhor estratégia de correção, o que reflete em diagnósticos mais assertivos e resultados superiores para quem busca atendimento.

Formação médica e futuro da saúde pública
Além do benefício direto aos pacientes, a impressora 3D tornou-se um pilar educativo para os médicos residentes. O contato com essa tecnologia em uma instituição pública é visto como um diferencial importante na formação acadêmica, proporcionando segurança e um entendimento biomecânico aprofundado sobre os diferentes tipos de fraturas.
Embora o uso de impressões tridimensionais ainda seja restrito em muitas unidades de saúde no Brasil, o Hospital São José se posiciona como referência ao integrar o equipamento ao cotidiano clínico. A expectativa é que, com o sucesso na ortopedia, a tecnologia possa ser expandida para outras especialidades médicas da unidade futuramente.
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