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Joinville,03/02/2026

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Investigação sobre doações eleitorais do Banco Master chega ao TCU

O Ministério Público solicita análise sobre possíveis irregularidades em repasses financeiros para campanhas políticas

Fonte: redação360/MP
Investigação sobre doações eleitorais do Banco Master chega ao TCU Foto: Rovena Rosa

A legalidade das contribuições financeiras realizadas pelo Banco Master durante o último período eleitoral tornou-se objeto de questionamento formal. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União apresentou um requerimento para que a Corte de Contas apure a regularidade dessas doações, que totalizaram cifras expressivas destinadas a diversas candidaturas em 2024.

O pedido, protocolado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, fundamenta-se na necessidade de verificar se houve uso indevido de recursos ou se as operações financeiras da instituição guardam conformidade com as normas que regem o financiamento de campanhas no Brasil.

Volume de recursos

Os dados levantados indicam que a instituição financeira e seus sócios figuram entre os principais doadores do pleito mais recente. O montante distribuído entre diferentes espectros políticos chamou a atenção dos órgãos de controle, que agora buscam entender se a origem e a destinação desses valores respeitaram os limites impostos pela legislação eleitoral vigente.

A preocupação central da representação é garantir que o poder econômico não desequilibre o processo democrático. O documento enviado ao TCU ressalta que a atuação de bancos em financiamentos políticos deve ser monitorada com rigor, evitando que interesses corporativos se sobreponham ao interesse público.

Próximos passos

A partir desta solicitação, caberá ao Tribunal de Contas da União decidir pela abertura de um processo de fiscalização específico. Caso a investigação avance, os técnicos da Corte deverão cruzar os dados de doações com as atividades financeiras do banco, buscando identificar eventuais conflitos de interesse ou descumprimento de normas bancárias e eleitorais.

Até o momento, a instituição financeira mantém o posicionamento de que todas as suas atividades e contribuições ocorreram dentro da legalidade, seguindo as regras de transparência exigidas pela Justiça Eleitoral.

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