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Joinville,03/02/2026

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Menores de idade representam trinta por cento dos desaparecidos no Brasil

Levantamento indica que meninas são as principais vítimas em casos de desaparecimento infantojuvenil

Fonte: redação360/AgênciaBR
Menores de idade representam trinta por cento dos desaparecidos no Brasil Foto: Tânia Rêgo

O cenário da segurança pública brasileira apresenta um dado alarmante em relação à proteção de menores. Atualmente, três em cada dez registros de desaparecimentos no país envolvem crianças ou adolescentes. Os números, consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) referentes ao ano de 2025, revelam que de 84.760 ocorrências totais, 23.919 foram de vítimas com menos de 18 anos.

A estatística traduz uma realidade severa: as delegacias brasileiras contabilizam, em média, 66 novos boletins de ocorrência por dia sobre o sumiço de jovens. Esse volume representa um incremento de 8% em relação ao ano de 2024, quando 22.092 casos foram notificados. O aumento no segmento infantojuvenil foi o dobro do registrado na média geral da população, que teve acréscimo de 4% no mesmo período.

Perfil das vítimas e gênero

Uma inversão de perfil chama a atenção das autoridades. No cômputo geral de pessoas desaparecidas, os homens são a maioria, representando 64% dos casos. No entanto, quando o recorte é focado exclusivamente no público infantojuvenil, o cenário muda: as meninas são as principais vítimas, compondo 62% das ocorrências registradas em todo o território nacional.

Embora o volume total de casos em 2025 seja 14% menor do que o registrado em 2019, ano em que a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas foi implementada, os dados indicam uma retomada na curva de notificações iniciada em 2023.



Causas e dinâmicas familiares

Especialistas apontam que as razões para o sumiço de jovens são multifacetadas. Além do desaparecimento involuntário ou forçado, existe a categoria do desaparecimento estratégico, em que a saída de casa ocorre como tentativa de sobrevivência a ambientes de maus-tratos ou abusos.

Relatos de familiares evidenciam a angústia vivida durante as buscas. Casos recentes mostram que muitos episódios ocorrem por medo de punições domésticas ou desorientação em áreas urbanas. A maioria dos registros se concentra entre sexta-feira e domingo, evidenciando a necessidade de maior vigilância em períodos de lazer. Profissionais de segurança e familiares reforçam que o apoio psicológico e a comunicação aberta são ferramentas essenciais para prevenir que novos casos ocorram e para lidar com o trauma após a localização do jovem.

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