Novo conselheiro na Tupy: acionistas aprovam entrada de ministro José Múcio no colegiado da companhia
Chegada do ministro ao conselho foi viabilizada pela BNDESPar, braço de participações do BNDES
Divulgação A Tupy, multinacional catarinense com sede em Joinville, formalizou a entrada de um novo integrante em seu Conselho de Administração. Em assembleia realizada recentemente, os acionistas da metalúrgica ratificaram a indicação de José Múcio Monteiro, atual ministro da Defesa, para ocupar uma cadeira no órgão colegiado da empresa. O movimento ocorre após a saída de um representante técnico e reforça a presença de nomes ligados ao governo federal na gestão estratégica da companhia.
Contexto das mudanças
A chegada do ministro ao conselho foi viabilizada pela BNDESPar, braço de participações do BNDES, que detém cerca de 30,7% do capital da empresa. José Múcio assume a vaga deixada por Marcio Bernardo Spata, que renunciou ao posto. Além da mudança no conselho administrativo, a assembleia também aprovou o nome de Tiago Cesar dos Santos, secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), para o Conselho Fiscal, substituindo Marcos Alberto Pereira Motta.

Cenário de governança
O processo de substituição gerou debates internos sobre a governança da fabricante. Conselheiros e acionistas minoritários manifestaram preocupações quanto ao critério das indicações, citando o impacto dessas decisões na percepção do mercado financeiro. Atualmente, a estrutura acionária da Tupy é composta majoritariamente pela BNDESPar e pela Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que juntos exercem influência significativa nos rumos da organização.
A Tupy, que possui operações em países como México e Portugal, atravessa um período de ajustes operacionais e foco em novos negócios, como a produção de fertilizantes e biometano. A integração de figuras com trânsito político no conselho é vista por parte dos acionistas como uma estratégia de alinhamento com as diretrizes de desenvolvimento do governo, embora sofra resistência de setores que defendem perfis estritamente técnicos para a condução da multinacional.
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