Estreia de Calvin Harris no Carnaval de São Paulo é marcada por pânico e superlotação
Superlotação e ferimentos após encontro de megablocos no centro da capital paulista
Fotos: Felipe Marques A aguardada estreia do DJ internacional Calvin Harris no Carnaval de rua de São Paulo, ocorrida neste domingo, 8 de fevereiro, transformou o Circuito Consolação em um cenário de descontrole. Sob o comando do Bloco Skol, a presença do artista atraiu uma multidão que superou a capacidade de contenção planejada, resultando em tumultos generalizados e foliões feridos no centro da capital paulista.
Encontro de megablocos gera saturação
O principal fator para o incidente foi a decisão da gestão municipal de permitir que o tradicional Acadêmicos do Baixo Augusta dividisse a Rua da Consolação com o megabloco patrocinado pela Ambev no mesmo horário. A escolha estratégica da via para abrigar dois eventos desse porte simultaneamente já havia sido criticada por associações de moradores e especialistas em segurança antes mesmo do início da festa.
O excesso de pessoas causou um efeito manada quando as grades de contenção cederam sob a pressão da massa. Com a dificuldade de ouvir o som devido à distância, milhares de foliões tentaram se aproximar dos trios elétricos ao mesmo tempo, agravando o empurra-empurra na altura da Rua Piauí.

Relatos de desespero e atendimento médico
Testemunhas descreveram cenas de pânico absoluto. Em meio ao esmagamento, muitas pessoas escalaram portões de imóveis particulares e prédios da região para escapar da confusão. Bombeiros civis foram acionados para realizar diversos atendimentos médicos no local, cuidando de foliões que passaram mal ou se feriram durante o rompimento do perímetro de segurança.
A Polícia Militar precisou reforçar o efetivo para tentar coordenar o fluxo e conter as grades. Apesar do susto e da gravidade da situação, a corporação informou que não houve registro de vítimas em estado grave.
Questionamentos sobre a organização
A segurança e o planejamento urbano do evento tornaram-se o centro das discussões após o episódio. Representantes de conselhos comunitários reforçaram que a estrutura da Rua da Consolação não é adequada para a dispersão de milhões de pessoas em eventos sobrepostos. Enquanto a prefeitura defende a estrutura montada, moradores e comerciantes locais manifestaram insatisfação com as decisões tomadas para a organização do pré-carnaval deste ano.
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