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Joinville,09/02/2026

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Justiça iraniana impõe nova condenação à Nobel da Paz Narges Mohammadi

Ativista de direitos humanos recebe sentença de sete anos e meio de prisão por acusações de conspiração e propaganda contra o regime

Fonte: redação360/Iranintl
Justiça iraniana impõe nova condenação à Nobel da Paz Narges Mohammadi Reprodução/Instagram

A ativista Narges Mohammadi, premiada com o Nobel da Paz em 2023, recebeu uma nova condenação da Justiça do Irã. A sentença, divulgada no último domingo, acrescenta sete anos e meio de prisão à sua pena atual. O veredito inclui seis anos por conspiração e conluio, além de um ano e meio por atividades de propaganda contra o Estado.

A nova decisão judicial também impõe dois anos de proibição de viagens internacionais para a ativista de 53 anos. Mohammadi havia sido detida novamente em dezembro de 2025, logo após participar de uma cerimônia em memória do advogado Khosrow Alikordi, encontrado morto sob circunstâncias não esclarecidas.

Histórico de resistência e saúde fragilizada

Mantida na prisão de Evin, em Teerã, Mohammadi possui um longo histórico de enfrentamento ao sistema clerical iraniano. Desde o final da década de 1990, ela foi detida 13 vezes e condenada em seis ocasiões diferentes. No total, as penas acumuladas ultrapassam 30 anos de reclusão, além da condenação a castigos físicos, como 154 chibatadas.

O estado de saúde da Nobel da Paz é motivo de preocupação constante para seus defensores. Recentemente, ela iniciou uma greve de fome e precisou ser transferida para um centro médico devido à debilidade física antes de retornar ao cárcere. A ativista já enfrentou problemas cardíacos graves e passou por cirurgias de emergência, incluindo procedimentos para investigar lesões ósseas identificadas pelos médicos da instituição.

Repercussão internacional e o papel do Nobel

O Comitê Norueguês do Nobel concedeu a honraria a Mohammadi em reconhecimento à sua luta contra a opressão feminina e em prol das liberdades civis no Irã. Seus filhos gêmeos, que não encontram a mãe há mais de uma década, receberam a premiação em seu nome em Oslo.

Mesmo sob custódia e com restrições severas, a ativista mantém sua postura de denúncia contra as violações de direitos humanos, a aplicação da pena de morte e a violência estatal. O processo que resultou na nova sentença é classificado por seus apoiadores e assessoria jurídica como carente de legitimidade e fundamentado em razões estritamente políticas.

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