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Joinville,04/02/2026

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Indústria brasileira encerra 2025 com leve crescimento sob impacto dos juros altos

Setores extrativo e de alimentos impulsionam resultado positivo no acumulado de doze meses

Fonte: redação360/AgênciaBR
Indústria brasileira encerra 2025 com leve crescimento sob impacto dos juros altos Foto: Roberto Dziura Jr/

O setor industrial brasileiro concluiu o ano de 2025 com um incremento de 0,6% em sua produção, marcando o terceiro período consecutivo de resultados positivos. Apesar da trajetória favorável no acumulado, o desempenho foi impactado pelo cenário de juros elevados, que reduziu o ritmo de fabricação especialmente no último trimestre. De acordo com os dados oficiais, o nível atual da produção está 0,6% acima do patamar registrado no período pré-pandemia, em fevereiro de 2020.

Desempenho setorial e perdas no semestre

A análise detalhada mostra que o crescimento não foi uniforme ao longo dos meses. A indústria enfrentou uma desaceleração nítida na segunda metade do ano, apresentando variação nula entre julho e dezembro. O encerramento do calendário foi particularmente desafiador, com uma queda de 1,2% no último mês, influenciada em grande parte pela retração de 8,7% na fabricação de veículos automotores. Esse recuo pontual é atribuído à maior incidência de paralisações e concessão de férias coletivas nas unidades fabris.

Ainda assim, o saldo anual foi sustentado por 15 das 25 atividades pesquisadas. O segmento de indústrias extrativas foi o principal motor do indicador, com uma expansão de 4,9%. O setor de produtos alimentícios também contribuiu de forma relevante para o índice final, registrando um aumento de 1,5% em sua produção.

O peso dos juros e o mercado de trabalho

A política monetária restritiva, caracterizada por taxas de juros em patamares altos, atuou como um freio para o consumo e o investimento. O encarecimento do crédito elevou os custos para as empresas e limitou o poder de compra das famílias, resultando em uma demanda mais contida por bens industrializados.

Curiosamente, o desaquecimento industrial no fim do ano contrastou com a resiliência do mercado de trabalho. Mesmo com a produção em marcha lenta nos meses terminais, o período encerrou com a menor taxa de desemprego já documentada historicamente no país. A expectativa para os próximos ciclos depende da evolução das condições de crédito e da capacidade de recuperação dos setores que mais dependem de financiamento, como o automobilístico e de bens de capital.

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