Abertura de postos de trabalho com carteira assinada tem o desempenho mais baixo em cinco anos
Geração de empregos formais no Brasil registra queda no acumulado de 2025
Divulgação O mercado de trabalho brasileiro encerrou o último ano com um saldo positivo de 1,279 milhão de novas vagas com carteira assinada. Apesar de o número representar a continuidade da expansão do emprego formal, o resultado indica uma desaceleração, configurando o patamar mais baixo registrado desde 2020. Em comparação ao desempenho de 2024, quando foram criados 1,677 milhão de postos, houve uma redução de 23,7%.
Ao longo do período, o país contabilizou 26,59 milhões de contratações contra 25,3 milhões de desligamentos. O movimento reflete o impacto de fatores macroeconômicos, como a manutenção de taxas de juros em níveis elevados e uma perda de fôlego na atividade econômica nacional.
Desempenho por setores e regiões
Mesmo com a retração no saldo geral, todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas terminaram o ciclo com balanço positivo. O setor de serviços liderou a abertura de oportunidades, sendo responsável por 758.355 novos vínculos. O comércio e a indústria também contribuíram para o resultado anual, embora em ritmo menos intenso que o observado em períodos anteriores.
Geograficamente, a região Sudeste concentrou o maior volume de novas vagas, somando 504.972 postos. Na sequência, aparecem o Nordeste, com 347.940, o Sul, com 186.126, o Centro-Oeste, com 149.530, e o Norte, com 90.613 contratações líquidas.
Impacto sazonal e desemprego
O encerramento do ano seguiu a tendência histórica de fechamento de postos em dezembro, mês em que as demissões superam as contratações devido ao fim de contratos temporários e ajustes sazonais. No último mês de 2025, foram eliminadas 618.164 vagas, um volume 11,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
Paralelamente aos dados de emprego formal, os indicadores de desocupação mostram um cenário distinto. No trimestre encerrado em novembro, a taxa de desemprego se situou em 5,2%, o que representa o menor nível para o período dentro da série histórica iniciada em 2012. Essa divergência entre o estoque de empregos e a taxa de desocupação é acompanhada de perto por analistas para entender a dinâmica de renda e a oferta de mão de obra no país.
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