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Joinville,04/02/2026

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Movimentação milionária para offshore marca encerramento de fundo ligado a familiares de Dias Toffoli

Valores foram transferidos para as Ilhas Virgens Britânicas após valorização atípica de ativos vinculados a resort da família do ministro

Fonte: redação360
Movimentação milionária para offshore marca encerramento de fundo ligado a familiares de Dias Toffoli Reprodução / Internet

O encerramento das atividades do Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia revelou uma transferência expressiva de recursos para o exterior. O fundo, que possui ligações com parentes do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, enviou cerca de R$ 33,9 milhões em cotas para uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, território reconhecido como paraíso fiscal.

A manobra financeira ocorreu em etapas coordenadas no final de 2025. Inicialmente, em assembleia realizada no dia 5 de novembro daquele ano, o fundo decidiu converter seus ativos em cotas da offshore Egide I Holding. Naquela fase, o montante era avaliado em R$ 11,5 milhões, com cada unidade valendo pouco mais de um real. Contudo, em um intervalo de apenas um mês, especificamente no dia 4 de dezembro, o valor das cotas sofreu uma elevação superior a 45.000%, atingindo o patamar final de R$ 33,9 milhões antes da transferência integral para a administração estrangeira.

Dinâmica da operação financeira

Essa valorização repentina assemelha-se a padrões observados em investigações recentes sobre o mercado de capitais. A offshore destinatária, criada em março de 2025, tornou-se a única detentora das cotas do fundo brasileiro no momento de sua liquidação. De acordo com informações da Comissão de Valores Mobiliários, a Egide I Holding recebeu ativos com preços significativamente superiores aos praticados pelo mercado, o que dificulta a identificação do beneficiário final dos lucros.

Conexões com o setor hoteleiro

Os ativos que compunham a carteira do fundo Arleen estavam diretamente ligados ao resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. O empreendimento conta com a participação societária de irmãos e de um primo do ministro Dias Toffoli. O fundo realizou seu primeiro investimento de vulto em junho de 2021, ao adquirir ações da empresa administradora do resort, logo após os familiares do magistrado terem comprado uma fatia considerável do negócio. Atualmente, o controle do resort está sob nova gestão, mas a trilha financeira do fundo mantém os vínculos com a fase de estruturação da propriedade.

Cenário das investigações federais

A gestora responsável pelo fundo, a Reag Investimentos, teve sua liquidação decretada recentemente pelo Banco Central. A empresa é alvo de apurações da Polícia Federal que investigam um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. As suspeitas indicam a criação de estruturas complexas para a comercialização de ativos por preços inflados, visando forjar o patrimônio de grupos específicos.

O ministro Dias Toffoli atua como relator das investigações relacionadas ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Suas decisões recentes, como a alteração no cronograma de depoimentos e a autorização para quebras de sigilo, têm sido acompanhadas com atenção pelas autoridades. O magistrado e seus familiares não enviaram respostas aos questionamentos sobre o encerramento do fundo ou sobre as transferências para o exterior.

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