Seleção deve encerrar ciclo de veteranos após queda na Copa
Eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 pode marcar a despedida de nomes históricos e acelerar a renovação da equipe brasileira para o próximo ciclo
Foto? Rodolfo Buhrer A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, deve representar o encerramento da trajetória de diversos jogadores com a camisa verde e amarela. A derrota por 2 a 1, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, abriu caminho para uma profunda renovação do elenco pensando no Mundial de 2030.
Neymar indica despedida
Entre os principais nomes, Neymar deu fortes sinais de que não pretende voltar a defender a Seleção. Após a eliminação, o camisa 10 afirmou que sua trajetória chegou ao fim, encerrando uma carreira de 130 partidas, 80 gols e 58 assistências pelo Brasil. O atacante conquistou a Copa das Confederações de 2013 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, mas deixa a equipe sem conquistar uma Copa do Mundo.

Grupo experiente deve dar lugar à renovação
Além de Neymar, outros atletas experientes dificilmente estarão no próximo ciclo mundialista. Entre eles aparecem Weverton, de 38 anos, Alex Sandro, de 35, Danilo, de 34, e Alisson, de 33 anos. O capitão Marquinhos, aos 32, também reconheceu que ainda não sabe se permanecerá na equipe nacional até 2030.
Outros nomes experientes do elenco, como Casemiro, Fabinho e Ederson, também aparecem entre os jogadores que podem encerrar sua participação pela Seleção após a campanha nos Estados Unidos, Canadá e México.
Maior média de idade em décadas
A comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti apostou em um grupo experiente para a disputa da Copa. A convocação apresentou média de idade de 29 anos, 6 meses e 29 dias, uma das mais altas da história do Brasil em Mundiais e superior à registrada na Copa de 2010. Dos convocados, 15 atletas já haviam disputado a edição de 2022.
Com a eliminação precoce, a expectativa passa a ser de uma ampla reformulação para o próximo ciclo, abrindo espaço para uma nova geração que tentará recolocar o Brasil entre os candidatos ao título em 2030.
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