Crise energética em Cuba provoca apagão e atinge milhões de pessoas no leste da ilha
Falha em linha de alta tensão provoca desligamento de usinas e deixa quatro províncias sem eletricidade
Reprodução O sistema elétrico de Cuba sofreu um novo colapso parcial nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, deixando cerca de 3,4 milhões de pessoas sem energia. O incidente atingiu quatro províncias da região leste da ilha: Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo. Segundo informações da estatal Unión Elétrica, o problema foi desencadeado pelo desligamento repentino de uma linha de alta tensão de 220 quilovolts situada em Holguín.
A falha técnica resultou na interrupção imediata das operações na central termoelétrica de Felton, considerada a principal geradora de energia daquela região. Além dela, outra unidade geradora e uma subestação local também foram desativadas, agravando a escassez de oferta elétrica no país.
Infraestrutura fragilizada e déficit de manutenção
Este é o segundo episódio de grande escala registrado em pouco mais de quatro meses. A rede elétrica nacional enfrenta uma situação de extrema vulnerabilidade devido ao sucateamento e à falta de investimentos. Atualmente, sete das dezesseis centrais termoelétricas do país estão inoperantes por conta de avarias ou para a realização de manutenções preventivas. O déficit atinge cerca de 40% da capacidade total de geração de Cuba.
Especialistas indicam que a estabilização do fornecimento exigiria investimentos bilionários, estimados entre 8 milhões e 10 milhões de dólares. A crise é acentuada pela dificuldade de acesso a combustíveis, fator que tem sido agravado por restrições externas e embargos econômicos.

Impacto econômico e preocupação internacional
A falta recorrente de energia tem provocado prejuízos severos à economia cubana, que registrou uma retração superior a 15% desde 2020. O cenário atual é marcado por interrupções diárias que chegam a ultrapassar 20 horas em determinadas localidades. Em janeiro deste ano, a ilha já havia registrado seu maior apagão histórico, quando 63% do território nacional ficou simultaneamente às escuras.
O agravamento da crise humanitária desperta alertas em órgãos internacionais. Existe o temor de que o sistema possa entrar em um colapso total caso o suprimento de petróleo não seja restabelecido com urgência. Enquanto as autoridades buscam soluções técnicas para os problemas nas linhas de transmissão, o governo mantém diálogo com interlocutores externos na tentativa de viabilizar acordos que aliviem a pressão sobre o setor energético.
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