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Joinville,05/02/2026

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Argentina negocia com Estados Unidos para receber imigrantes deportados

Buenos Aires deve atuar como destino de acolhimento para estrangeiros enviados por Washington

Fonte: redação360
Argentina negocia com Estados Unidos para receber imigrantes deportados Foto: Molly Rilley

Os governos de Donald Trump e Javier Milei estão em fases avançadas de negociação para transformar a Argentina em um destino de acolhimento para imigrantes deportados pelos Estados Unidos. O acordo prevê que o país sul-americano receba cidadãos de diversas nacionalidades que Washington não consegue devolver diretamente aos seus locais de origem, consolidando uma aliança estratégica entre os dois líderes.

Aliança migratória no Cone Sul

A proposta em discussão estabelece que a Argentina atue como um "terceiro país" para o recebimento de pessoas cujas nações de origem possuem relações diplomáticas rompidas com os EUA ou que não apresentam documentação de procedência. Com essa medida, o governo de Milei se alinharia a nações como Panamá, El Salvador e Costa Rica, que já integram a rede de destinos para a logística de deportação americana.

O movimento ocorre em um cenário de intensa pressão interna sobre Donald Trump, motivada por episódios recentes de violência envolvendo agentes federais em operações migratórias. Simultaneamente, Javier Milei tem adotado uma postura mais rígida na Argentina, com o registro de um recorde histórico de 5.000 pessoas impedidas de entrar ou expulsas do país entre dezembro e janeiro.

Contrapartidas e parcerias

A proximidade entre Buenos Aires e Washington tem gerado frutos além da área de segurança. Recentemente, os Estados Unidos ofereceram um suporte financeiro de cerca de US$ 20 bilhões para auxiliar a estabilidade econômica argentina, valor que foi devolvido pelo governo Milei no início deste ano.

O Ministério da Segurança da Argentina tem intensificado batidas e controles migratórios, focando especialmente em estrangeiros com antecedentes criminais. A formalização do acordo de deportação com os EUA reforçaria essa nova diretriz de controle de fronteiras e soberania nacional defendida pelo governo libertário.

Impacto regional

A decisão de Milei de aceitar deportados de outros países marca uma ruptura com a tradição histórica argentina de políticas migratórias mais abertas. No plano regional, o presidente argentino também atuou para barrar discussões em blocos como a Celac que pudessem condenar as práticas de deportação em massa planejadas pela Casa Branca, reafirmando sua posição como o principal aliado de Trump na América Latina.

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