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Joinville,04/02/2026

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Ministério da Saúde descarta inclusão de vacina contra herpes-zóster na rede pública

Decisão técnica aponta falta de custo-efetividade para oferta gratuita do imunizante no momento

Fonte: redação360/MS SUS
Ministério da Saúde descarta inclusão de vacina contra herpes-zóster na rede pública Divulgação

A oferta gratuita da vacina contra o herpes-zóster pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi oficialmente rejeitada. A portaria, divulgada em publicação oficial, consolida a análise técnica que barrou a incorporação do imunizante sob as atuais condições financeiras. Embora a relevância da vacina para a prevenção da doença tenha sido admitida, o preço para a aquisição em larga escala inviabilizou a proposta.

Análise financeira e critérios técnicos

O investimento necessário para imunizar o público-alvo, composto por idosos acima de 80 anos e pessoas imunocomprometidas, foi o principal entrave. As projeções indicam que a vacinação de 1,5 milhão de pacientes anualmente exigiria um aporte de 1,2 bilhão de reais por ano. Ao longo de cinco anos, o custo total chegaria a 5,2 bilhões de reais, montante considerado insustentável para o orçamento público atual.

O parecer técnico ressalta que o imunizante não apresenta uma relação de custo-benefício favorável diante do impacto da doença no sistema de saúde. Uma nova avaliação poderá ocorrer futuramente, desde que novos fatos ou reduções significativas nos preços oferecidos pelos fabricantes sejam apresentados.

Impactos da doença e grupos de risco

O herpes-zóster é provocado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo agente causador da catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece latente no organismo e pode se manifestar décadas depois, especialmente em pessoas com sistema imunológico fragilizado ou em idade avançada. Os sintomas típicos incluem dores intensas, coceira, febre e o surgimento de bolhas avermelhadas que seguem o trajeto de um nervo.

Dados registrados entre 2007 e 2023 revelam que 1.567 pessoas morreram em decorrência da enfermidade no Brasil. A grande maioria das vítimas, cerca de 90%, tinha mais de 50 anos. Entre as complicações possíveis estão danos permanentes à pele, problemas no sistema nervoso, além de riscos à visão e audição.

Estrutura de tratamento atual

Mesmo sem a vacina no calendário nacional, o tratamento para os casos diagnosticados continua disponível na rede pública. Para situações leves, o foco é o controle dos sintomas com analgésicos e cuidados de higiene. Já para pacientes com alto risco de agravamento, como idosos e imunocomprometidos, o protocolo prevê o uso do antiviral aciclovir. Entre 2008 e 2024, o sistema público registrou mais de 85 mil atendimentos ambulatoriais e 30 mil internações relacionadas à condição.

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