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Joinville,05/02/2026

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Irã intensifica repressão diante de nova onda de protestos

Manifestações contra o governo clerical já deixaram 65 mortos e 2.300 presos, segundo organização de direitos humanos

Fonte: redação360
Irã intensifica repressão diante de nova onda de protestos foto: TWSJ

As manifestações contra o governo do Irã, as maiores que o país enfrenta em anos, resultaram em ao menos 65 mortos e aproximadamente 2.300 pessoas detidas. A contagem, que inclui 50 manifestantes e 15 membros das forças de segurança, foi divulgada por um grupo iraniano de direitos humanos. Um dia após o presidente norte-americano, Donald Trump, emitir um novo aviso de possível intervenção dos Estados Unidos, houve relatos de novos focos de violência em todo o país.

Cenário de violência e mortes

As autoridades iranianas indicaram neste sábado que podem intensificar a repressão aos atos. As agitações tiveram início em 28 de dezembro devido ao aumento da inflação e, rapidamente, se transformaram em um movimento de pauta política, com os participantes exigindo o fim do governo clerical.

Imagens divulgadas nas redes sociais na sexta-feira (9) mostram grandes concentrações populares em Teerã e focos de incêndio nas ruas durante a noite. Contudo, um apagão na internet tem dificultado a avaliação da real extensão da agitação.




Um médico no noroeste do Irã relatou que, desde sexta-feira, um grande número de manifestantes feridos tem sido levado aos hospitais. Os ferimentos são graves, com alguns pacientes apresentando sinais de espancamento severo, traumatismos cranianos e fraturas, além de cortes profundos. Pelo menos 20 pessoas em um hospital foram atingidas por munição real, das quais cinco vieram a óbito posteriormente. Uma testemunha no oeste do Irã, contatada por telefone, informou que membros da Guarda Revolucionária estavam posicionados e disparando na área onde ela se encontrava.

Resposta do regime e papel da guarda revolucionária

O regime de Teerã acusa os Estados Unidos e Israel de estarem por trás dos protestos e de fomentarem a agitação. Em comunicado transmitido pela televisão estatal, a Guarda Revolucionária, uma força de elite que já atuou na repressão de distúrbios anteriores, culpou “terroristas” por atacarem bases militares e policiais nas duas últimas noites. A Guarda afirmou que vários cidadãos e membros da segurança foram mortos e que propriedades públicas e privadas foram incendiadas. Os Guardas prometeram proteger o sistema de governo.

Apelo do xá exilado

Reza Pahlavi, filho exilado do último xá do Irã, deposto na revolução de 1979, emergiu como uma voz proeminente na oposição. Residente nos Estados Unidos, Pahlavi fez seu apelo mais incisivo até o momento para que os protestos se convertam em uma revolta que vise derrubar os governantes clericais. Em vídeo publicado na rede social X, ele declarou que a República Islâmica será colocada “de joelhos”, pediu que a população tome os centros de suas cidades e afirmou que está se preparando para retornar em breve ao Irã.

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