Conmebol rejeita Lei Vini Jr. para Libertadores e Sul-Americana
Entidade sul-americana adotará novas regras da IFAB após a Copa do Mundo, mas deixará de fora a punição com expulsão para jogadores que cobrem a boca durante discussões em campo
Foto: Add Andersen/AFP A Conmebol decidiu não adotar a chamada Lei Vini Jr. em suas competições, mesmo após a regra estrear na Copa do Mundo de 2026. A medida, que prevê expulsão para atletas que cubram a boca ao se comunicar de forma ofensiva com adversários, ficará de fora dos torneios organizados pela entidade sul-americana.
Regra ficará fora dos torneios da Conmebol
Apesar da decisão, a entidade confirmou que aplicará as demais mudanças nas regras do futebol aprovadas pela IFAB, responsável pelas Leis do Jogo. As alterações passam a valer com a retomada das competições após a pausa para a Copa do Mundo. A Copa Sul-Americana retorna em 21 de julho, com os confrontos de ida dos playoffs, enquanto as oitavas de final da Libertadores começam em 11 de agosto.
A chamada Lei Vini Jr. foi criada como uma opção para as competições, não sendo obrigatória. Por isso, cada confederação pode decidir se irá ou não implementá-la.
Expulsões marcaram estreia da medida no Mundial
A regra ganhou repercussão durante a Copa do Mundo, quando foi aplicada pela primeira vez. O paraguaio Miguel Almirón recebeu cartão vermelho na fase de grupos após cobrir a boca durante uma discussão com um adversário. Mais tarde, o equatoriano Piero Hincapié também foi expulso pelo mesmo motivo em duelo eliminatório contra o México.
Antes da Conmebol, a Uefa já havia informado que também não utilizará a Lei Vini Jr. em suas competições continentais, mantendo apenas as demais atualizações aprovadas pela IFAB.
Outras mudanças entram em vigor
Sem a Lei Vini Jr., as demais alterações passam a integrar os torneios da Conmebol. Entre elas estão a contagem regressiva para cobranças de lateral e tiro de meta, limite de 10 segundos para o jogador substituído deixar o campo, permanência mínima de um minuto fora de campo após atendimento médico e a ampliação das situações em que o VAR poderá corrigir erros objetivos da arbitragem. O objetivo é reduzir paralisações e tornar as partidas mais dinâmicas.
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