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Joinville,13/04/2026

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Polícia Federal encerra inquérito sobre Bolsonaro e nega interferência

Relatório final da Polícia Federal reafirma ausência de crimes no caso que apurava pressão política na corporação

Fonte: PF/redação360
Polícia Federal encerra inquérito sobre Bolsonaro e nega interferência Divulgação

Investigação conduzida pela Polícia Federal foi finalizada com a conclusão de que não existiram elementos para apontar interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na instituição. A manifestação, enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (12/04/2026), repete o entendimento anterior da própria corporação, após o caso ter sido reaberto por determinação do ministro Alexandre de Moraes em outubro de 2025.

Revisão das provas e novas diligências

Determinado pela necessidade de novas frentes investigativas solicitadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o inquérito passou por uma revisão detalhada. O delegado responsável pela condução dos trabalhos analisou novamente os depoimentos e as evidências colhidas ao longo dos anos, incluindo as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em 2020. Mesmo com o aprofundamento das análises, o relatório final aponta que não houve indícios de crime ou pressão que caracterizasse o controle político da PF.

Histórico da investigação no Supremo

Iniciada há seis anos, a apuração teve origem em declarações de Moro, que alegou sofrer pressões de Bolsonaro para substituir o comando da Polícia Federal e superintendências regionais, visando obter acesso a relatórios de inteligência. Durante a primeira fase do inquérito, sob a gestão do ex-procurador-geral Augusto Aras, a PF já havia se manifestado pelo arquivamento, alegando que as trocas de cargos estavam dentro das prerrogativas presidenciais e que nenhuma testemunha confirmou ordens ilegais para beneficiar aliados ou familiares do ex-mandatário.

Decisão final nas mãos da PGR

Encaminhado agora ao gabinete de Paulo Gonet, o processo aguarda uma posição definitiva da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão ministerial tem a opção de acatar o relatório policial e pedir o arquivamento definitivo do caso ao STF ou, se considerar necessário, solicitar novas diligências específicas. O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito desde a aposentadoria de Celso de Mello, será o responsável pela palavra final sobre a continuidade ou o encerramento do processo após o parecer da PGR.

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