Novas leis em Santa Catarina contra a violência feminina
Parlamento catarinense amplia rede de proteção com novas leis que priorizam assistência, segurança e educação para vítimas em todo o Estado
Imagem do evento “Vivas e Decididas Contra o Feminicídio”, realizado no mês de março, na Alesc. Foto: Rodrigo Corrêa Aprovadas pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), novas legislações buscam estruturar uma rede de apoio mais robusta e eficiente para mulheres em situação de vulnerabilidade. O conjunto de medidas foca na criação de mecanismos práticos que vão desde o suporte psicológico e jurídico até incentivos para a autonomia financeira, visando frear os índices de criminalidade doméstica que ainda desafiam as autoridades catarinenses.
Rede de apoio e assistência social
A assistência às vítimas ganha novos contornos com a implementação de políticas que garantem o acolhimento humanizado. Entre os destaques estão as leis que facilitam o acesso a programas de moradia e prioridade em serviços de saúde para mulheres agredidas. O objetivo é assegurar que a vítima tenha condições reais de romper o ciclo de violência, contando com o suporte do Estado para reconstruir sua rotina com segurança e dignidade.
Segurança pública e canais de denúncia
O fortalecimento da segurança pública é outro pilar central das novas normativas. Estão sendo implementadas ferramentas tecnológicas e parcerias para agilizar o atendimento de ocorrências e a concessão de medidas protetivas de urgência. Além disso, a legislação prevê a capacitação contínua de agentes de segurança para que o atendimento seja especializado, evitando a revitimização e garantindo que os agressores sejam monitorados de forma rigorosa pelo sistema de justiça.
Educação e prevenção nas escolas
Combater a raiz do problema exige foco na prevenção, e as novas leis catarinenses inserem o debate sobre o enfrentamento à violência de gênero no ambiente escolar. Programas educativos devem ser desenvolvidos para conscientizar crianças e jovens sobre o respeito e a igualdade. Essa estratégia de longo prazo é vista por especialistas como fundamental para transformar a cultura de violência e reduzir as estatísticas de feminicídio no futuro.
Inclusão no mercado de trabalho
Promover a autonomia financeira é uma das formas mais eficazes de permitir que a mulher saia de um ambiente doméstico hostil. Nesse sentido, as propostas legislativas incentivam empresas a reservar vagas de emprego para mulheres que possuem medidas protetivas. O incentivo ao empreendedorismo feminino e a qualificação profissional também fazem parte do pacote de ações para fortalecer a independência econômica desse público em Santa Catarina.
Informação diária em um só lugar. Siga o @joinville_360.



COMENTÁRIOS