Indústria de alimentos em Santa Catarina supera média nacional
Setor registra expansão de 5,9% e impulsiona a economia catarinense com resultados expressivos nas exportações e no campo
Foto: Plinio Bordin A fabricação de produtos alimentícios em Santa Catarina registrou um salto de 5,9% ao longo de 2025, um desempenho que representa quase quatro vezes a média nacional de 1,5% apurada pelo IBGE. O resultado coloca o Estado na quarta posição do ranking brasileiro de crescimento no setor, sendo superado apenas por Rio Grande do Sul, Pará e Rio de Janeiro. Esse indicador consolida a força da agroindústria local, que se beneficiou da integração entre o campo e as linhas de produção.
Integração entre campo e indústria
O desempenho extraordinário da indústria foi sustentado por uma safra recorde de grãos no ciclo 2024/2025. A produção total atingiu 7,85 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 20,7% em relação ao período anterior. O crescimento foi distribuído entre diversas culturas essenciais, como o trigo, que teve incremento de 40,5%, o milho (24,7%) e a soja (19,1%). Fatores como condições climáticas favoráveis e o uso intensivo de tecnologia agrícola foram fundamentais para esses números.
Força nas exportações globais
No mercado internacional, o setor de proteínas animais manteve sua relevância estratégica. Santa Catarina exportou 2 milhões de toneladas de carnes, gerando uma receita de US$ 4,5 bilhões, valor 8,4% superior ao registrado em 2024. A carne de frango liderou o faturamento com US$ 2,45 bilhões, enquanto o segmento de suínos obteve um incremento de 9,4% em valor, alcançando US$ 1,85 bilhão. Esses dados reforçam a competitividade das empresas catarinenses e a eficiência da biossegurança no Estado.
Estímulo ao desenvolvimento econômico
A expansão industrial é atribuída também a políticas públicas de incentivo, como os programas Prodec e Pró-Emprego, que focam na modernização e inovação. Esses mecanismos visam garantir a atratividade para novos investimentos e a manutenção dos postos de trabalho. A combinação de uma base agrícola sólida com uma indústria tecnológica permite que o Estado mantenha um ritmo de desenvolvimento superior ao de outras regiões do país, transformando a vocação produtiva em resultados econômicos concretos.
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