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Joinville,06/04/2026

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Brasil tem 3ª maior dívida pública da América do Sul

Proporção do endividamento brasileiro atinge 91,4% do PIB e coloca o país atrás apenas de Venezuela e Bolívia em levantamento regional

Fonte: redação360/FMI
Brasil tem 3ª maior dívida pública da América do Sul

Considerado um dos principais indicadores de saúde fiscal, o endividamento público do Brasil atingiu a marca de 91,4% do Produto Interno Bruto (PIB), posicionando o país com o terceiro maior passivo da América do Sul. De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o cenário brasileiro só é superado pelos índices registrados na Venezuela (138,5%) e na Bolívia (93,7%), refletindo um desafio estrutural que se intensificou após o período pandêmico.

Cenário regional e pressões econômicas

O levantamento aponta que cinco das doze nações sul-americanas operam atualmente com dívidas que ultrapassam o patamar de 75% do PIB. Além do trio que lidera o ranking, o Suriname (89,1%) e a Argentina (78,8%) completam a lista dos países com maior pressão fiscal. Em contraste, a Guiana apresenta o menor índice da região, com apenas 25,1%, impulsionada pelo recente ciclo de exploração de petróleo.




Especialistas alertam que o elevado nível de endividamento no Brasil é alimentado por uma combinação de gastos públicos elevados e uma taxa básica de juros (Selic) que, atualmente em 14,75%, encarece diretamente o refinanciamento da dívida federal. Esse quadro reduz a capacidade de investimento estatal em setores estratégicos como infraestrutura e educação, uma vez que uma parcela significativa do orçamento é drenada para o pagamento de juros.

Impactos no crescimento e riscos externos

A dinâmica de gastos superiores à arrecadação resulta em uma poupança pública negativa, o que inibe a formação de capital para investimentos de longo prazo. Em um contexto de incertezas globais, agravado por tensões geopolíticas internacionais, o Brasil enfrenta o risco de fuga de capitais para economias consideradas mais seguras, como os Estados Unidos, onde o Federal Reserve mantém taxas atrativas entre 3,50% e 3,75%.

Somam-se a esse panorama a desvalorização cambial e o baixo crescimento econômico, fatores que dificultam a trajetória de redução do passivo. O diagnóstico econômico indica que, sem um ajuste rigoroso nas contas públicas, o custo de financiamento tende a permanecer elevado, limitando o potencial de desenvolvimento do país frente aos seus vizinhos continentais.

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