Acordo de colaboração expõe Lulinha e rede de influência no INSS
Ex-dirigentes detalham supostos repasses e lobby envolvendo figuras políticas e empresariais em novo desdobramento de investigação
Reprodução / Internet O cenário das investigações sobre irregularidades no INSS ganhou novos contornos com a decisão de ex-dirigentes da autarquia de firmar acordos de delação premiada. Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, que ocuparam cargos estratégicos no órgão, decidiram colaborar com a Justiça após serem presos em novembro. Os depoimentos apontam para uma estrutura de lobby e influência que alcançaria o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e nomes do cenário político nacional.
A estrutura do esquema e o papel de Lulinha
De acordo com as informações reveladas pelos colaboradores, o esquema envolveria a facilitação de negócios e a gestão de interesses dentro da máqauina pública. Um dos pontos centrais da delação menciona o envolvimento de Lulinha em atividades de consultoria e intermediação de interesses em setores como saúde e educação.
Os delatores detalharam a existência de uma suposta mesada e pagamentos que somariam valores expressivos, destinados a manter a fluidez das operações. Além disso, surgiram menções a uma empresa em Portugal, a World Cannabis, onde o filho do presidente atuaria como sócio oculto, com o objetivo de fornecer insumos para o sistema público de saúde brasileiro.
Implicações para a classe política
A colaboração não se restringe ao âmbito empresarial. Os ex-servidores também citaram a participação de políticos de diferentes espectros, incluindo a ex-deputada Flávia Péres. Os relatos indicam que a rede de influência utilizava o acesso privilegiado à estrutura do INSS para beneficiar entidades associativas e viabilizar descontos indevidos em folhas de pagamento de aposentados, gerando um volume bilionário de recursos movimentados de forma ilícita.
As revelações ocorrem em um momento em que a CPMI do INSS enfrenta pressões internas. Relatos indicam que houve tentativas de blindar certas figuras de convocações e depoimentos, o que elevou a temperatura política em Brasília. O material colhido pela Polícia Federal, que inclui milhares de páginas de documentos e conversas extraídas de dispositivos eletrônicos, serve como base para sustentar as afirmações dos novos delatores.
Defesa e posicionamentos oficiais
Diante da gravidade das acusações, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva tem negado veementemente qualquer participação em atos ilícitos, classificando as menções como infundadas. O governo, por sua vez, mantém a postura de que as investigações devem seguir o curso legal, enquanto parlamentares da oposição pressionam por um aprofundamento das apurações para esclarecer a extensão real do esquema de corrupção e lobby na autarquia.
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