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Joinville,27/02/2026

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Lula é homenageado em desfile que comprova a obsessão por Bolsonaro

Apresentação da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí mistura homenagens ao presidente e críticas a adversários

Fonte: redação360
Lula é homenageado em desfile que comprova a obsessão por Bolsonaro Divulgação

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na abertura do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro provocou ampla repercussão ao levar para a avenida uma narrativa com forte conteúdo político. A apresentação, transmitida em rede nacional, destacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como figura central do enredo, com slogans, encenações e alegorias que remeteram à campanha eleitoral e a episódios recentes da política brasileira.

A performance chamou atenção pelo volume e pela repetição das referências ao presidente ao longo do desfile. O samba-enredo incluiu frases associadas à campanha e coros com o nome de Lula, repetidos diversas vezes durante a apresentação. A exibição ocorreu diante de milhares de pessoas na Marquês de Sapucaí e de milhões de telespectadores, ampliando o alcance das mensagens.

Slogans, símbolos e narrativa política

A letra do samba trouxe expressões conhecidas do discurso político recente, além de referências simbólicas ao número do partido e à trajetória pessoal do presidente. Elementos visuais reforçaram a narrativa, com fantasias, coreografias e alegorias que retrataram Lula em diferentes momentos e papéis simbólicos, incluindo representações como músico, líder popular e figura histórica.

Telões de LED exibiram imagens do presidente, enquanto bonecos gigantes e personagens interpretados por integrantes da escola reforçaram sua presença ao longo do desfile. Em uma das alegorias finais, um boneco com punho cerrado sintetizou a proposta visual do enredo, gerando interpretações diversas entre o público e comentaristas.

Críticas e obsessão por Jair Bolsonaro

O desfile também incluiu representações críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Encenações mostraram a faixa presidencial passando por diferentes líderes políticos até chegar a uma figura caricata associada a Bolsonaro. Em outro momento, um boneco gigante do ex-presidente apareceu atrás das grades, com tornozeleira eletrônica, reforçando o tom satírico adotado pela escola.




As críticas se estenderam a apoiadores e pautas associadas ao bolsonarismo. Alegorias e fantasias satirizaram setores conservadores, evangélicos e o agronegócio, além de trazer referências internacionais, como elementos visuais ligados ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Ataques a valores conservadores e referências internacionais

Um dos carros alegóricos apresentou componentes fantasiados que ironizavam símbolos religiosos e pautas conservadoras, ampliando o espectro de críticas políticas do desfile. Em outra ala, foliões vestidos com cores da bandeira americana, orelhas do personagem Mickey e bonés com o slogan “Make America Great Again” fizeram referência ao trumpismo, conectando a narrativa a movimentos políticos globais.

A abordagem dividiu opiniões, com parte do público interpretando as representações como crítica social e política, enquanto outros apontaram excesso de partidarização em um evento cultural de grande alcance popular.

Presença de Lula

O presidente Lula esteve presente em camarotes durante o desfile e, ao final, desceu à pista para cumprimentar integrantes da escola, contrariando recomendações de auxiliares que sugeriam evitar exposição. O gesto foi acompanhado por manifestações de apoio, incluindo o sinal com a mão em formato de “L” feito por integrantes da bateria e outros participantes.

Além disso, camarotes cedidos pela prefeitura do Rio de Janeiro receberam convidados ligados ao presidente, o que gerou questionamentos sobre o uso de estruturas públicas em eventos com conotação político-partidária.

Questionamentos jurídicos e debate sobre limites

A utilização de recursos públicos e a presença de manifestações políticas explícitas em um evento cultural financiado com verbas públicas motivaram críticas de juristas e especialistas. Entre os pontos levantados estão possíveis violações aos princípios de impessoalidade e moralidade administrativa, além de questionamentos sobre propaganda política antecipada.

Especialistas também apontaram possíveis precedentes para eventos futuros, sobretudo em anos eleitorais, ao discutir se festividades populares poderiam ser utilizadas como plataformas de promoção política. O debate inclui a necessidade de definição mais clara dos limites entre liberdade artística, manifestação cultural e propaganda eleitoral.


















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