Seja bem vindo
Joinville,27/02/2026

  • A +
  • A -

Acordo de colaboração expõe Lulinha e rede de influência no INSS

Ex-dirigentes detalham supostos repasses e lobby envolvendo figuras políticas e empresariais em novo desdobramento de investigação

Fonte: redação360/Metropoles
Acordo de colaboração expõe Lulinha e rede de influência no INSS Reprodução / Internet

O cenário das investigações sobre irregularidades no INSS ganhou novos contornos com a decisão de ex-dirigentes da autarquia de firmar acordos de delação premiada. Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, que ocuparam cargos estratégicos no órgão, decidiram colaborar com a Justiça após serem presos em novembro. Os depoimentos apontam para uma estrutura de lobby e influência que alcançaria o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e nomes do cenário político nacional.

A estrutura do esquema e o papel de Lulinha

De acordo com as informações reveladas pelos colaboradores, o esquema envolveria a facilitação de negócios e a gestão de interesses dentro da máqauina pública. Um dos pontos centrais da delação menciona o envolvimento de Lulinha em atividades de consultoria e intermediação de interesses em setores como saúde e educação.

Os delatores detalharam a existência de uma suposta mesada e pagamentos que somariam valores expressivos, destinados a manter a fluidez das operações. Além disso, surgiram menções a uma empresa em Portugal, a World Cannabis, onde o filho do presidente atuaria como sócio oculto, com o objetivo de fornecer insumos para o sistema público de saúde brasileiro.

Implicações para a classe política

A colaboração não se restringe ao âmbito empresarial. Os ex-servidores também citaram a participação de políticos de diferentes espectros, incluindo a ex-deputada Flávia Péres. Os relatos indicam que a rede de influência utilizava o acesso privilegiado à estrutura do INSS para beneficiar entidades associativas e viabilizar descontos indevidos em folhas de pagamento de aposentados, gerando um volume bilionário de recursos movimentados de forma ilícita.

As revelações ocorrem em um momento em que a CPMI do INSS enfrenta pressões internas. Relatos indicam que houve tentativas de blindar certas figuras de convocações e depoimentos, o que elevou a temperatura política em Brasília. O material colhido pela Polícia Federal, que inclui milhares de páginas de documentos e conversas extraídas de dispositivos eletrônicos, serve como base para sustentar as afirmações dos novos delatores.

Defesa e posicionamentos oficiais

Diante da gravidade das acusações, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva tem negado veementemente qualquer participação em atos ilícitos, classificando as menções como infundadas. O governo, por sua vez, mantém a postura de que as investigações devem seguir o curso legal, enquanto parlamentares da oposição pressionam por um aprofundamento das apurações para esclarecer a extensão real do esquema de corrupção e lobby na autarquia.

Informação diária em um só lugar. Siga o @joinville_360.




Ouça o áudio da Matéria





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.