Encontro com Lula no Planalto antecedeu investigações oficiais sobre o Banco Master
Presidente afirma que prometeu análise técnica a banqueiro em reunião fora da agenda, mas apuração sobre fraudes só começou meses depois
Foto: Brenno Carvalho O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista recente, que o encontro mantido com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve como objetivo assegurar que qualquer investigação sobre a instituição seria estritamente técnica. A conversa ocorreu no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024, após o banqueiro relatar que se sentia alvo de perseguições. Entretanto, documentos oficiais do Banco Central indicam que a fiscalização formal sobre as irregularidades nas carteiras de crédito só teve início em março de 2025.
Divergência de cronologia
A declaração presidencial sugere que o governo já monitorava a situação do banco no final de 2024. Contudo, os registros que fundamentam as ações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal mostram um hiato de três meses entre o encontro e o começo da apuração técnica por parte da autoridade monetária. Questionado sobre essa diferença de datas, o Palácio do Planalto esclareceu que Lula se referia ao sentimento de perseguição manifestado pelo empresário, e não a um processo já instaurado na época.
Participantes e bastidores
O encontro, que não constava na agenda oficial, foi articulado pelo ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Além de Lula e Vorcaro, estiveram presentes figuras centrais da administração pública, como os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira, além de Gabriel Galípolo, que na ocasião aguardava para assumir a presidência do Banco Central.
Desdobramentos do caso
A crise do Banco Master ganhou novos contornos com a descoberta de indícios de fraude na venda de carteiras de crédito consignado para o Banco Regional de Brasília (BRB). O caso resultou na liquidação da instituição e em uma série de depoimentos que agora atingem o meio político. O governo mantém a postura de que as investigações devem seguir sem interferências políticas, buscando identificar possíveis falhas de governança e condutas criminosas no sistema financeiro.
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