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Joinville,04/02/2026

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Milton “Chumbinho” Becker, ícone do motocross brasileiro, morre em acidente no Oeste de Santa Catarina

Campeão por mais de três décadas, piloto catarinense de 56 anos teve trajetória marcada por títulos, longevidade esportiva e respeito dentro e fora das pistas

Fonte: redação360
Milton “Chumbinho” Becker, ícone do motocross brasileiro, morre em acidente no Oeste de Santa Catarina Reprodução

O motocross brasileiro perdeu neste sábado (31) um de seus maiores nomes. Milton “Chumbinho” Becker, de 56 anos, morreu em um acidente de trânsito registrado na rodovia SC-305, na divisa entre os municípios de Campo Erê e São Lourenço do Oeste, no Oeste catarinense. A morte encerra de forma trágica a trajetória de um piloto que atravessou gerações e ajudou a escrever a história do esporte no país.

O acidente aconteceu por volta das 16h30, na cabeceira da ponte sobre o rio Três Voltas. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Campo Erê, a motocicleta conduzida por Chumbinho saiu da pista e caiu em uma ribanceira às margens da rodovia. Ele pilotava uma Yamaha MT-09 Tracer, com placas de Iporã do Oeste. Quando os socorristas chegaram ao local, o condutor foi encontrado caído ao lado da moto, já sem sinais vitais. As causas do acidente serão apuradas.



Uma vida dedicada às pistas

Natural de Itapiranga (SC), Milton Becker iniciou no motocross ainda jovem, nos anos 1980. O apelido “Chumbinho” surgiu cedo e passou a acompanhar um piloto conhecido pelo estilo técnico, competitivo e pela capacidade de se manter em alto nível por décadas.

A primeira corrida oficial veio em 1984, abrindo caminho para uma carreira sólida no cenário regional e, posteriormente, nacional. Ao longo dos anos 1990, Chumbinho se consolidou como um dos principais nomes do motocross no Sul do Brasil, presença constante em pódios e campeonatos estaduais.



O auge e a consagração nacional

Nos anos 2000, Chumbinho Becker alcançou o reconhecimento definitivo no Campeonato Brasileiro de Motocross, acumulando títulos e se firmando como referência da modalidade. Em 2005, atingiu a marca de 11 títulos nacionais, um feito que o colocou entre os maiores vencedores do esporte no país.

Mesmo com o avanço da idade, manteve-se competitivo. Nas décadas seguintes, brilhou nas categorias MX3 e MX4, somando novas conquistas e ampliando um currículo que ultrapassa 30 títulos, entre estaduais, regionais e nacionais. A longevidade esportiva virou marca registrada e motivo de admiração dentro do motocross brasileiro.

Respeito, legado e reconhecimento

Após reduzir a participação em competições, Chumbinho continuou ligado ao motociclismo e ao setor de transportes, sendo frequentemente homenageado por entidades esportivas e municípios catarinenses. Para muitos, ele representava mais do que um campeão: era exemplo de disciplina, persistência e amor pelo esporte.

A notícia da morte causou forte comoção entre pilotos, equipes, federações e fãs. Mensagens de despedida e reconhecimento se espalharam rapidamente, destacando não apenas os títulos, mas o caráter e a influência de Chumbinho na formação de novas gerações.



O silêncio após o motor

A morte de Milton “Chumbinho” Becker interrompe de forma abrupta uma história construída com velocidade, superação e constância rara no esporte. O ronco do motor se cala nas pistas, mas o legado permanece vivo na memória do motocross brasileiro, especialmente em Santa Catarina, onde seu nome se tornou sinônimo de campeão.


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