Criança com doença rara poderá voltar a andar após cirurgia moderna feita em SC
Procedimento de alta complexidade em paciente com doença rara utilizou neuronavegação e modelagem em três dimensões
Divulgação /SECOM O Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, finalizou recentemente um procedimento cirúrgico de alta complexidade em uma criança de nove anos diagnosticada com uma displasia esquelética rara. Sarah Gomes de Araújo, natural do Maranhão e hoje residente em Forquilhinha, no Sul de Santa Catarina, enfrentava deformidades graves na coluna vertebral que resultaram em paraplegia e sérios riscos respiratórios.
A história de Sarah é marcada pela falta de assistência especializada em sua terra natal, o que permitiu que a condição evoluísse para a compressão da medula espinhal em múltiplos níveis. Essa compressão causou a perda de sensibilidade e mobilidade nas pernas, além de desnutrição provocada por dificuldades alimentares. A mudança para o estado catarinense possibilitou o encaminhamento da menina para a unidade de referência na capital, onde o planejamento para transformar sua realidade teve início.

Uso de tecnologia de ponta
A operação foi dividida em duas etapas, realizadas em semanas distintas durante o mês de janeiro. A equipe médica empregou tecnologia de neuronavegação, que funciona como um sistema de localização em tempo real para garantir exatidão absoluta durante a intervenção. Além do monitoramento neurológico, foi utilizada uma modelagem em três dimensões da estrutura óssea da paciente, permitindo uma compreensão detalhada da deformidade antes mesmo da operação.
O emprego dessas ferramentas modernas permitiu que o tempo de cirurgia fosse reduzido e a segurança do processo aumentada. Profissionais de outros estados e até de países vizinhos acompanharam o caso devido à raridade da patologia e à precisão das técnicas aplicadas na unidade catarinense.

Recuperação e novos horizontes
Os principais objetivos da intervenção foram o alinhamento da coluna e a descompressão da medula espinhal. Tais ajustes visam não apenas a possibilidade de Sarah voltar a sentir e movimentar os membros inferiores, mas também a melhora expressiva em sua capacidade respiratória e no ganho de peso. Sinais iniciais de evolução já foram observados no pós-operatório imediato, com a redução da rigidez muscular e uma resposta neurológica positiva.
Após receber alta hospitalar em 25 de janeiro de 2026, a paciente retornou para sua casa no Sul do estado. O cronograma de recuperação agora inclui acompanhamento ambulatorial constante no serviço de ortopedia pediátrica do hospital e sessões intensivas de fisioterapia em seu município. O foco da família e da equipe de saúde permanece na reabilitação integral para que a menina alcance a autonomia desejada.
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