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Joinville,24/06/2026

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Anvisa aprova novo tratamento não hormonal para menopausa

Medicamento oral reduz ondas de calor e suores noturnos e amplia opções para mulheres com sintomas moderados e intensos da menopausa

Fonte: Anvisa/redação360
Anvisa aprova novo tratamento não hormonal para menopausa Reprodução

A Anvisa autorizou o registro do Veoza (fezolinetanto), medicamento não hormonal indicado para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a intensos da menopausa, conhecidos popularmente como fogachos. A aprovação representa a chegada ao mercado brasileiro de uma nova alternativa terapêutica para mulheres que convivem com ondas de calor e suores noturnos que afetam a qualidade de vida.

Como o medicamento funciona

Os fogachos são episódios repentinos de calor intenso, geralmente acompanhados por suor excessivo e vermelhidão, principalmente na cabeça, pescoço, peito e parte superior das costas. Esses sintomas estão ligados às alterações neurológicas provocadas pela redução dos níveis de estrogênio durante a menopausa.

O fezolinetanto atua diretamente sobre os chamados neurônios KNDy, bloqueando a ação da proteína neurocinina B, responsável por interferir no centro de controle da temperatura corporal no cérebro. Com isso, reduz a frequência e a intensidade das ondas de calor e dos suores noturnos.


Anvisa aprova novo tratamento não hormonal para menopausa

Resultados dos estudos

Dados apresentados nos estudos clínicos indicaram que, após quatro semanas de tratamento, houve redução média de 53% nas ondas diárias de calor. As participantes que utilizaram o medicamento também relataram diminuição da intensidade dos sintomas em comparação às que receberam placebo.

A aprovação do produto foi baseada em três estudos clínicos de fase 3, que envolveram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Impacto na saúde feminina

Os sintomas vasomotores estão entre as manifestações mais comuns da menopausa e podem comprometer o sono, a produtividade e o bem-estar. Estimativas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) apontam que a prevalência global desses sintomas varia entre 11% e 47% das mulheres acima dos 40 anos.

Por não utilizar hormônios, o novo tratamento amplia as possibilidades de cuidado para mulheres que não desejam ou não podem recorrer à terapia hormonal tradicional, oferecendo uma alternativa específica para o controle dos sintomas associados à menopausa.

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