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Joinville,15/04/2026

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Banco Master pagou R$ 1,5 milhão a ex-presidente da OAB

Relatórios da Receita Federal detalham repasses milionários a escritórios de advocacia vinculados a antigas lideranças da Ordem dos Advogados do Brasil

Fonte: AgSenado/redação360
Banco Master pagou R$ 1,5 milhão a ex-presidente da OAB Foto: Facebook/OAB

Felipe Santa Cruz, que esteve à frente da presidência nacional da OAB entre os anos de 2019 e 2022, é um dos nomes citados em documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado. De acordo com os dados fiscais colhidos, o escritório de advocacia ligado ao ex-dirigente recebeu o montante total de R$ 1,55 milhão do Banco Master ao longo de 2025. O banco é atualmente gerido pelo empresário Daniel Vorcaro.

A análise detalhada das transações financeiras aponta que o pagamento foi dividido em duas parcelas iguais de R$ 776 mil. Santa Cruz, que após sua gestão na ordem também ocupou cargos públicos como o de secretário na prefeitura do Rio de Janeiro sob o comando de Eduardo Paes, tornou-se figura de destaque no cenário político brasileiro por seus recorrentes embates com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Volume expressivo em serviços jurídicos

As informações enviadas à comissão parlamentar revelam um volume financeiro substancial direcionado pelo Banco Master para o setor jurídico no último ano. Ao todo, a instituição financeira destinou aproximadamente R$ 304,5 milhões a diversos escritórios de advocacia em 2025. Além de Santa Cruz, outro nome de peso da advocacia brasileira aparece como beneficiário de contratos vultosos.

O escritório de Marcus Vinicius Furtado Coêlho, que presidiu a OAB nacional no triênio de 2013 a 2016, recebeu cerca de R$ 27,5 milhões da mesma instituição bancária no período analisado. Coêlho é reconhecido como um dos advogados mais influentes da capital federal e já teve seu nome ventilado para cortes superiores, como o Supremo Tribunal Federal, em anos anteriores.

Cenário de fiscalização

O envio desses dados faz parte de uma movimentação mais ampla da CPI do Crime Organizado, que busca entender o fluxo de capitais e a natureza das contratações feitas por grandes instituições financeiras junto a figuras de influência no aparato jurídico nacional. Os documentos fornecidos pela Receita Federal servem como base para que os parlamentares avaliem a regularidade e a finalidade desses pagamentos dentro da estrutura de custos do banco.

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