Traçado da Via Mar gera incerteza em moradores de Joinville
Audiência pública aponta falta de transparência do Estado sobre projeto que impacta bairros da zona oeste
Foto: Mauro Schlieck A ausência de representantes do Governo do Estado em audiência pública realizada na noite de segunda-feira (30), no bairro Morro do Meio, intensificou a insegurança de moradores e agricultores sobre a implantação da rodovia Via Mar. O encontro, promovido pela Câmara de Vereadores de Joinville, reuniu a comunidade local para debater os impactos da nova estrada, projetada para ser uma alternativa à BR-101, mas o silêncio do Executivo catarinense sobre o traçado definitivo foi o ponto central das críticas.

Insegurança sobre desapropriações
Moradores das regiões do Anaburgo, Estrada do Atalho, Rodovia do Arroz e Rua Minas Gerais expressaram preocupação com a falta de mapas detalhados e cronogramas oficiais. Sem a definição de quais áreas serão afetadas, proprietários rurais e investidores do turismo rural enfrentam dificuldades para planejar benfeitorias e investimentos em suas terras. A principal cobrança é por clareza sobre os processos de desapropriação e as indenizações previstas.
Impacto econômico e mobilidade
O projeto da Via Mar prevê uma ligação de 145 quilômetros entre o Distrito Industrial de Joinville e o contorno viário da Grande Florianópolis. Embora a rodovia seja vista como estratégica para reduzir o tempo de viagem em até 60% e desafogar o tráfego pesado da BR-101, o custo do primeiro lote é estimado em R$ 2 bilhões. A viabilização deve ocorrer por meio de Parceria Público-Privada (PPP), com a previsão de instalação de praças de pedágio ao longo do percurso.

Próximos passos
Diante do esvaziamento da mesa por parte das autoridades estaduais, parlamentares da Comissão de Urbanismo reforçaram que buscarão novos mecanismos para garantir que o Governo de Santa Catarina apresente o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e detalhe o projeto técnico à população. O objetivo é evitar que o desenvolvimento da infraestrutura ocorra sem o devido diálogo com as famílias que residem nas áreas mapeadas para a futura rodovia.
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