Viver em Santa Catarina custa R$ 4.180 por mês, acima da média nacional
Levantamento detalhado revela que as despesas das famílias catarinenses ocupam o quarto lugar no ranking de gastos do Brasil, impulsionadas por moradia e alimentação
Reprodução Viver em Santa Catarina exige um planejamento financeiro mais rigoroso do que na maior parte do país. Uma análise recente sobre o comportamento de consumo indica que os gastos mensais no estado estão 18,75% acima da média brasileira. Com despesas que posicionam as famílias catarinenses no quarto lugar entre as mais altas do território nacional, o cenário reflete uma pressão crescente sobre o orçamento doméstico.
A percepção de encarecimento é acentuada na região Sul, onde 75% dos residentes relataram um aumento sensível no custo de vida no último ano. Esse fenômeno é explicado pelo peso de itens essenciais na rotina, que limitam a margem para investimentos em áreas como lazer e qualificação profissional.
Os setores que mais pesam no bolso
A moradia e as compras de supermercado são os principais responsáveis pela saída de recursos. Santa Catarina detém o valor mais alto do país no segmento habitacional, com um desembolso médio de R$ 1.380. No setor de alimentos, o gasto mensal chega a R$ 1.140, ficando atrás apenas do vizinho Paraná.
Outras categorias que apresentam valores expressivos incluem a educação, com média de R$ 750, seguida por saúde e atividades físicas. A única área em que o consumidor local gasta menos que a média nacional é a de compras gerais, que envolve itens como calçados e produtos de higiene.
Renda e endividamento das famílias
Embora o estado apresente a terceira maior renda média do país, o valor de R$ 4.224 registrado em 2025 está muito próximo do custo básico de sobrevivência, estimado em R$ 4.180. Essa margem estreita ajuda a explicar o índice de inadimplência, que atingiu 29,6% das famílias catarinenses no início de 2026.
O cenário demonstra que, mesmo com salários acima da média, a gestão das contas permanece um desafio para a maioria da população. Atualmente, apenas uma pequena parcela dos consumidores afirma ter facilidade para administrar todos os pagamentos mensais sem comprometer a estabilidade financeira.
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