Câmara de Joinville monitora atrasos e exige conclusão de CEIs
Unidades nos bairros Jarivatuba e Paranaguamirim lideram lista de obras paradas; Legislativo convoca empreiteira para explicações
Foto: Mauro Schlieck O Poder Legislativo de Joinville intensificou a fiscalização sobre o cronograma de entrega dos novos Centros de Educação Infantil (CEIs) na cidade. Em reunião realizada pela Comissão de Educação, parlamentares cobraram explicações da Secretaria Municipal de Educação e das empresas responsáveis devido ao descumprimento de prazos em cinco das onze unidades que estão atualmente em construção. A demora impacta diretamente centenas de famílias que aguardam por vagas na rede pública de ensino.
Obras com cronograma comprometido
De acordo com o balanço apresentado durante o encontro, as unidades localizadas nos bairros Jarivatuba e Paranaguamirim lideram o tempo de espera, com atrasos que chegam a 13 e 9 meses, respectivamente. Outros pontos críticos foram identificados no Boa Vista e no Itinga, ambos com 7 meses de atraso, além do bairro Floresta, que registra 6 meses de paralisação ou lentidão em relação ao planejado.
Representantes do Executivo municipal apontaram que os principais entraves para o cumprimento das metas incluem problemas técnicos no solo de determinados terrenos, dificuldade na contratação de mão de obra especializada e a escassez de materiais de construção no mercado. A empresa Embracol, que detém o contrato de sete dessas obras, é o foco central das cobranças, tendo em vista que concentra o maior volume de projetos pendentes.
Pressão por resultados e novas convocações
Diante do cenário de incertezas, os vereadores sugeriram a convocação direta dos gestores da empreiteira para a próxima reunião da comissão, agendada para o dia 18 de março. O objetivo é que a empresa apresente um plano de ação concreto e datas definitivas para a entrega das chaves à comunidade.
O Ministério Público também acompanha o caso, uma vez que a construção dessas unidades faz parte de um Termo de Ajuste de Conduta que visa reduzir o déficit de vagas na educação infantil. Enquanto as estruturas físicas não são finalizadas, a Prefeitura mantém a estratégia de compra de vagas em instituições privadas, medida que é vista como paliativa diante da crescente demanda por ensino municipal.
Fiscalização intensificada
A Comissão de Educação reiterou que manterá visitas periódicas aos canteiros de obras para garantir que os recursos públicos sejam aplicados com eficiência. A expectativa é que, com a pressão política e o monitoramento rigoroso, o ritmo das atividades seja normalizado para evitar que o ano letivo de mais crianças seja prejudicado pela falta de infraestrutura adequada.
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