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Joinville,27/02/2026

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Dados da Alesc revelam 198 casos de violência contra a mulher por dia em SC

Estado registra média de oito crimes por hora contra mulheres e acende alerta para a urgência de políticas públicas efetivas

Fonte: redação360/Agência AL
Dados da Alesc revelam 198 casos de violência contra a mulher por dia em SC Foto: Rodrigo Corrêa

O cenário da segurança pública em Santa Catarina revela uma realidade alarmante que vai muito além das estatísticas frias. Dados compilados pelo Observatório da Violência Contra a Mulher indicam que, no período compreendido entre os anos de 2020 e 2025, o estado contabilizou 445.225 registros de crimes dessa natureza. Esse volume expressivo resulta em uma média de 198,5 ocorrências diárias, evidenciando que a cada hora, ao menos oito mulheres são vítimas de algum tipo de abuso ou agressão em solo catarinense.

A gravidade do quadro é acentuada por casos recentes que chocaram a opinião pública, como o feminicídio ocorrido em Rio Negrinho, no Planalto Norte. O episódio reforça um padrão identificado pelas autoridades: a violência muitas vezes é perpetrada por pessoas do convívio íntimo da vítima, como companheiros ou ex-parceiros, e costuma ser precedida por um ciclo de controle e humilhações psicológicas.

O desafio das medidas protetivas

Um dos pontos mais críticos apontados pelos órgãos de controle reside na eficácia da proteção jurídica. Santa Catarina ocupa atualmente a segunda posição no ranking nacional de descumprimento de medidas protetivas. As análises indicam que uma em cada quatro ordens judiciais expedidas não é respeitada pelos agressores. Para especialistas e parlamentares que acompanham o tema, a fiscalização rigorosa dessas medidas é o elo que falta para garantir a sobrevivência de quem decide romper o isolamento.

O histórico de registros entre 2020 e 2025 aponta que 329 mulheres perderam a vida em decorrência do feminicídio no estado. Um dado que chama a atenção dos investigadores é que a grande maioria dessas vítimas não possuía boletim de ocorrência anterior contra o autor do crime, embora os agressores, em sua maioria, já apresentassem antecedentes criminais, o que sugere um perfil de reincidência perigoso e, muitas vezes, previsível.

Crescimento nas denúncias e busca por ajuda

Apesar do cenário desafiador, os números também revelam um aumento na coragem de buscar auxílio. Os pedidos de medidas protetivas de urgência saltaram de aproximadamente 16 mil em 2020 para mais de 31 mil solicitações em 2025. Somente nas primeiras semanas de 2026, mais de 3,2 mil mulheres já acionaram a Justiça em busca de salvaguarda.

Essa tendência de alta reflete uma maior conscientização sobre os direitos femininos e o fortalecimento das redes de apoio, que incluem a Defensoria Pública, o Ministério Público e o próprio Observatório da Assembleia Legislativa. A orientação das autoridades é clara: o enfrentamento começa na identificação dos primeiros sinais de abuso. Canais como o 190 para emergências e o 181 para denúncias anônimas seguem como ferramentas essenciais para interromper ciclos que, sem intervenção, podem terminar em tragédia.

*Com informações de Simone Sartori

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