Festival Literário de SC anuncia autores, artes e ações inclusivas
Evento literário amplia estrutura no Centreventos Cau Hansen e foca em sustentabilidade, inclusão e diálogo entre diversas linguagens artísticas
Fotos: Marcelo Boeing A tradicional Feira do Livro de Joinville inicia um novo ciclo em 2026 ao assumir o formato de Festival Literário de Santa Catarina. O anúncio oficial da programação ocorreu no Colégio Bonja e detalhou a estrutura que ocupará o Complexo do Centreventos Cau Hansen entre os dias 21 e 31 de maio. A principal atração internacional desta edição é o escritor português Valter Hugo Mãe, reconhecido por obras como "A máquina de fazer espanhóis" e "O filho de mil homens".
O redesenho do evento busca consolidar Joinville como um polo cultural de dimensão estadual. A feira de livros permanece como o núcleo central, mas agora será acompanhada por cinco palcos distintos e uma série de atividades integradas que conectam a escrita ao cinema, à música e às artes visuais.

Nomes confirmados e curadoria
O festival reúne um elenco diversificado de vozes da literatura brasileira contemporânea. Entre os confirmados estão Geovane Martins, Paulo Scott e João Anzanello Carrascoza, além de criadores de conteúdo digital como Pedro Pacífico e Paulo Ratz. A representatividade e a cultura periférica ganham destaque com a participação do quadrinista Marcelo D’Salete, premiado por suas obras sobre a história e a resistência negra no Brasil.
A programação infantojuvenil terá curadoria do escritor Tino Freitas e contará com nomes expressivos do segmento, como Ilan Brenman, Flávia Lins e Silva e Eliane Debus. Autores locais e ilustradores conhecidos do público joinvilense, a exemplo de Guilherme Karsten e Emily Fidelix, também retornam ao palco principal.

Sustentabilidade e foco na longevidade
A organização definiu esta edição como um festival verde, priorizando práticas sustentáveis e ações de educação ambiental. No campo da inclusão, o evento estruturou atividades específicas para o público com mais de 60 anos, em uma parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos e o Conselho Municipal dos Direitos dos Idosos.
Haverá ainda a estreia de um Festival de Contação de Histórias e a manutenção de eventos consolidados, como os seminários voltados para bibliotecários e mediadores de leitura. O estímulo à produção literária será reforçado por meio de concursos de declamação, cartas e ilustração.

Homenagens e legado educativo
Pelo papel histórico na educação da cidade, o Colégio Bonja é a instituição homenageada no ano de seu centenário. O diretor da unidade, Silvio Iung, assume o posto de patrono do festival. O evento mantém o foco pedagógico ao integrar estudantes de redes públicas e privadas, contando com a participação ativa de instituições de ensino superior como Univille, Católica e Udesc na área de exposições.
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