Petrobras interrompe perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido
Ocorrência envolveu lama de perfuração à base de água; estatal afirma que não houve impacto ambiental nem risco à segurança da operação
Divulgação/Petrobras A Petrobras paralisou temporariamente a perfuração do bloco FZA-M-059, na bacia da Foz do Amazonas, após a confirmação de um vazamento de fluido registrado no último domingo (4). Segundo a companhia, o episódio não envolveu petróleo e não resultou em danos ao meio ambiente ou riscos às pessoas envolvidas na operação.
De acordo com a estatal, o vazamento ocorreu em duas linhas auxiliares, que são tubulações de apoio responsáveis pela conexão entre o navio-sonda e o poço Morpho, localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. As linhas fazem parte da infraestrutura de suporte da perfuração e não do poço em si.
Assim que a perda de fluido foi identificada, a Petrobras informou que adotou medidas imediatas de contenção e isolamento, evitando qualquer dispersão. A interrupção das atividades foi decidida como ação preventiva, permitindo a inspeção detalhada das tubulações e a realização dos reparos necessários antes da retomada dos trabalhos.
Em comunicado oficial, a empresa ressaltou que o incidente não comprometeu a integridade da operação. “Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, afirmou a Petrobras.

Características do fluido
O material envolvido no vazamento é conhecido como lama de perfuração, substância amplamente utilizada na indústria de petróleo e gás. Esse fluido tem a função de resfriar a broca, transportar fragmentos de rocha até a superfície e controlar a pressão interna do poço, garantindo a estabilidade da perfuração.
Segundo a Petrobras, a lama utilizada na operação é à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, biodegradáveis e dentro dos parâmetros ambientais permitidos. A estatal destacou ainda que o fluido não representa risco significativo ao ecossistema marinho quando manejado dentro dos protocolos técnicos estabelecidos.
Comunicação aos órgãos e protocolos
A companhia informou que notificou imediatamente os órgãos competentes e seguiu todos os procedimentos previstos em seus protocolos operacionais e ambientais. A ANP acompanha o caso e solicitou informações adicionais sobre as causas do vazamento, bem como detalhes das medidas corretivas adotadas.
A retomada da perfuração dependerá da conclusão das inspeções técnicas, da comprovação da integridade das linhas auxiliares e da avaliação dos órgãos reguladores. A Petrobras não divulgou um prazo oficial para o reinício das atividades.
Contexto ambiental e exploratório
A perfuração do bloco FZA-M-059 integra uma campanha exploratória autorizada pelo Ibama e faz parte dos estudos na chamada Margem Equatorial, área que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada estratégica do ponto de vista energético.
Ao mesmo tempo, a região é apontada por especialistas e entidades ambientais como ecologicamente sensível, devido à proximidade com a foz do maior rio do mundo em volume de água e à rica biodiversidade marinha. Por esse motivo, as atividades de exploração têm sido acompanhadas de perto por órgãos ambientais, reguladores e organizações da sociedade civil.
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