Fraudes financeiras passam de 9 milhões no Brasil
Novas regras do Banco Central ampliam a identificação de golpes, elevam os registros em mais de 10% e reforçam o alerta para a prevenção de fraudes
Foto: Joédson Alves A ampliação dos mecanismos de identificação de golpes fez o Brasil registrar mais de 9 milhões de indícios de fraudes financeiras no primeiro semestre de 2026. O volume representa um crescimento de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025, quando foram contabilizadas 8,26 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados. O aumento está ligado às novas regras do Banco Central, que ampliaram o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para fortalecer o combate às fraudes.
Sistema amplia identificação de golpes
O levantamento foi elaborado pela Quod, com base nos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), plataforma colaborativa que reúne informações compartilhadas por instituições financeiras e empresas. Segundo a análise, o crescimento dos registros reflete principalmente uma maior capacidade de detectar golpes, e não necessariamente um aumento proporcional da atividade criminosa.
A mudança foi impulsionada pela Resolução 501 do Banco Central, que passou a permitir uma troca mais ampla de informações entre bancos e instituições de pagamento, tornando a identificação de operações suspeitas mais eficiente.
Engenharia social lidera os casos
A engenharia social continua sendo a estratégia mais utilizada pelos criminosos. Esse tipo de fraude, baseado na manipulação psicológica das vítimas para obter informações ou induzir transferências de dinheiro, respondeu por 40% dos registros, somando mais de 3,6 milhões de ocorrências no semestre.
Jovens e pessoas de menor renda são os principais alvos
Os dados apontam que pessoas entre 18 e 34 anos concentram 49,06% das vítimas. Na sequência aparecem aqueles com idade entre 35 e 49 anos, responsáveis por 29,98% dos registros.
Os homens representam 51% das vítimas, enquanto as mulheres correspondem a 48%. A maior parte dos atingidos, 58%, possui renda de até dois salários mínimos.
Outro dado que chama atenção é a reincidência. Das 3,1 milhões de pessoas que sofreram golpes no período, cerca de 799 mil, o equivalente a um quarto do total, foram vítimas duas ou mais vezes.
Cuidados reduzem o risco de prejuízo
Especialistas recomendam redobrar a atenção nas operações financeiras, principalmente pelo celular. Entre as orientações estão evitar decisões por impulso, desconfiar de mensagens com links desconhecidos e nunca permitir que terceiros utilizem a conta bancária para receber ou movimentar dinheiro, prática frequentemente ligada às chamadas contas laranja.
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