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Joinville,21/07/2026

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Tigre aposta no saneamento e fortalece caixa com R$ 900 milhões

Fabricante fundada em Santa Catarina reorganiza operações, reduz estoques e concentra investimentos em soluções para ampliar presença no mercado de infraestrutura e tratamento de esgoto

Fonte: redação360
Tigre aposta no saneamento e fortalece caixa com R$ 900 milhões Divulgação

A estratégia de focar em saneamento, simplificar a operação e reduzir estoques mudou o rumo da Tigre, fabricante de tubos e conexões fundada em Joinville. Aos 85 anos, a empresa encerrou um amplo processo de reorganização, liberou R$ 900 milhões em caixa e direciona os próximos investimentos para um dos setores considerados mais promissores da infraestrutura brasileira.

Foco em um mercado com grande potencial

O novo ciclo de investimentos em saneamento no Brasil abriu espaço para fornecedores de infraestrutura. Além de atender concessionárias responsáveis por obras de água e esgoto, a companhia também busca consumidores que vivem em locais onde a rede pública ainda não chega.

A principal aposta é a UNIFAM, estação compacta de tratamento de esgoto lançada em 2023. O equipamento trata até 800 litros por dia, capacidade suficiente para uma residência com cinco pessoas, e passou a ser comercializado diretamente ao consumidor por meio de uma plataforma de comércio eletrônico. Segundo a empresa, a solução pode reduzir em até 60% os custos em comparação à implantação de redes convencionais, dependendo das características de cada projeto.

Mudanças na estrutura da empresa

Desde a chegada de Luis Felipe Dau à presidência, em outubro de 2024, a companhia promoveu uma revisão completa da operação. O grupo deixou mercados considerados pouco estratégicos, como Chile, Colômbia e Equador, além de encerrar a atuação no segmento de caixas d'água para concentrar recursos em negócios ligados à condução e ao tratamento da água.

Hoje, a empresa mantém operações no Brasil, Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Paraguai e Peru, onde ocupa posição de liderança em alguns segmentos. A estratégia também prioriza o fortalecimento da presença no mercado norte-americano, que já conta com três fábricas da companhia.

Redução de estoques gerou caixa

Uma das principais mudanças ocorreu na gestão dos estoques. O acompanhamento detalhado da produção e da demanda permitiu reduzir mercadorias paradas, liberando capital de giro.

Como resultado, a empresa gerou R$ 900 milhões em caixa, recursos utilizados parcialmente para reduzir o endividamento e ampliar a capacidade de investimento. Em 2025, a receita da companhia ficou na faixa de R$ 5 bilhões. A previsão de demanda também passou a utilizar modelos estatísticos e inteligência artificial, buscando maior precisão entre produção e vendas.

Gestão baseada em desempenho

Outra mudança foi a criação de um sistema de acompanhamento semanal dos principais indicadores. Cada unidade passou a responder diretamente pelos próprios resultados, incluindo vendas, custos e lucro operacional.

A companhia também firmou parceria para ampliar o uso de energia eólica, que deverá abastecer cerca de 70% de suas operações, contribuindo para a redução de custos e para a estratégia de eficiência operacional.

Portfólio vai além dos tubos

Embora tubos e conexões continuem sendo o principal negócio, o portfólio inclui produtos para construção civil, irrigação, drenagem, pintura, acessórios hidráulicos e soluções para tratamento de água e esgoto.

A estratégia é oferecer produtos para diferentes etapas da infraestrutura, desde obras residenciais até projetos de concessionárias, condomínios, indústrias e municípios, consolidando a atuação em toda a cadeia ligada à água e ao saneamento.

*com informações da Exame

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