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Joinville,05/07/2026

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Doença renal descoberta por acaso leva paciente da Bahia a transplante na Pró-Rim

Sem sintomas, paciente descobriu insuficiência renal em consulta de rotina, passou cinco anos em hemodiálise e encontrou em Joinville a oportunidade de receber um novo rim

Fonte: Pró Rim/redação360
Doença renal descoberta por acaso leva paciente da Bahia a transplante na Pró-Rim Divulgação

Uma consulta de rotina mudou completamente a vida de Jamilton Machado dos Santos. Natural de Gandu, na Bahia, ele descobriu uma insuficiência renal crônica após uma aferição de pressão arterial indicar níveis extremamente elevados. Sem apresentar sintomas, recebeu o diagnóstico da doença e iniciou imediatamente o tratamento por hemodiálise, dando início a uma jornada que terminaria anos depois com um transplante renal em Joinville.

Diagnóstico silencioso

O alerta surgiu durante uma consulta médica no trabalho. Ao medir a pressão arterial de Jamilton, o profissional identificou índices preocupantes de 24 por 12, indicando que havia algo grave acontecendo com sua saúde.

Mesmo diante da situação, ele retornou para casa antes de procurar atendimento hospitalar. Após insistência da família, decidiu buscar ajuda médica. O resultado foi imediato: ficou internado por 14 dias, recebeu o diagnóstico de insuficiência renal e iniciou as sessões de hemodiálise.

Na época, Jamilton morava em Belo Horizonte, para onde havia se mudado em 2018 em busca de oportunidades profissionais. A filha tinha apenas três meses quando a doença foi descoberta.

O caso evidencia uma característica comum da doença renal crônica. Em muitos pacientes, a enfermidade evolui sem sinais perceptíveis nas fases iniciais, sendo identificada apenas quando já compromete significativamente a função dos rins.


Doença renal descoberta por acaso leva paciente da Bahia à transplante na Pró-Rim

Anos de tratamento e espera

A nova realidade exigiu mudanças profundas na rotina. O tratamento passou a ocupar parte importante dos dias, com restrições alimentares, cuidados constantes e sessões frequentes de hemodiálise.

Paralelamente, Jamilton ingressou na fila para o transplante renal. Foram cerca de quatro anos de espera em Belo Horizonte. Familiares chegaram a iniciar exames para uma possível doação, mas questões clínicas e o receio relacionado ao procedimento impediram que o transplante acontecesse naquele momento.

Mudança para Joinville

A possibilidade de encontrar uma oportunidade mais rápida para o transplante surgiu por meio do relato de outro paciente renal. A experiência despertou a decisão de buscar atendimento no Sul do país.

A escolha exigiu uma mudança radical. Jamilton vendeu seus pertences, deixou para trás a estrutura construída ao longo dos anos e se mudou sozinho para Joinville, apostando em uma nova etapa de vida enquanto seguia realizando hemodiálise.

A ligação aguardada por anos

Depois de aproximadamente mais um ano de tratamento já em Santa Catarina, chegou o telefonema mais esperado de sua trajetória.

A notícia da disponibilidade de um rim compatível veio próximo ao aniversário dele e encerrou um período marcado por desafios, incertezas e anos de espera. O transplante representou não apenas um procedimento médico, mas a possibilidade concreta de recuperar qualidade de vida e retomar projetos interrompidos pela doença.

Referência em transplantes renais

A Fundação Pró-Rim, em Joinville, é referência nacional em prevenção, tratamento e transplante renal. A instituição realiza o acompanhamento ambulatorial dos pacientes e conta com equipe especializada para todas as etapas do processo, desde a avaliação clínica até o pós-operatório. As cirurgias são realizadas no Hospital Municipal São José.

A entidade já ultrapassou a marca de 2 mil transplantes renais e recebe pacientes de diversas regiões do país, reforçando seu papel no atendimento de pessoas que aguardam por uma nova oportunidade de vida.

Desafio nacional

A trajetória de Jamilton também reflete a realidade da saúde renal brasileira. Em 2025, o país registrou 31 mil transplantes, o maior número da história. Entre eles, foram realizados 6.697 transplantes renais, recorde nacional.

Apesar dos resultados, a quantidade ainda permanece abaixo da necessidade estimada, que chegou a 12.805 procedimentos no período.

Outro desafio é a disponibilidade de órgãos. O Brasil registrou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes em 2025, também um recorde. Entretanto, a recusa familiar à doação, próxima de 45%, continua sendo um dos principais obstáculos para reduzir o tempo de espera de milhares de pacientes.

A história de Jamilton reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico regular e da doação de órgãos, fatores que podem transformar trajetórias marcadas pela doença em histórias de recomeço.

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