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Joinville,23/06/2026

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PF investiga Digimais e mira grupo ligado a Edir Macedo

Operação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes financeiras, gestão irregular e movimentações bilionárias envolvendo o banco digital controlado por grupo ligado ao líder religioso

Fonte: PF/redação360
PF investiga Digimais e mira grupo ligado a Edir Macedo Instagram/Edir Macedo

A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar suspeitas de fraudes no sistema financeiro nacional envolvendo o Banco Digimais, instituição controlada por grupo ligado ao empresário e líder religioso Edir Macedo. A ação ocorre em meio a uma série de questionamentos sobre a situação financeira do banco e suas operações de crédito.

As medidas judiciais incluem o cumprimento de mandados e o bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados. O foco da apuração é identificar possíveis práticas de gestão fraudulenta, além de operações que teriam provocado prejuízos expressivos ao mercado financeiro.

Suspeitas sobre carteiras de crédito

As investigações ocorrem após revelações sobre operações envolvendo a transferência de carteiras de crédito com alta inadimplência para fundos de investimento. Segundo documentos analisados por especialistas e órgãos de controle, essas operações teriam retirado ativos problemáticos dos balanços da instituição, reduzindo o impacto das perdas financeiras registradas oficialmente.

Relatórios apontam que cerca de R$ 480 milhões em créditos vencidos deixaram de aparecer nas demonstrações financeiras do banco após essas movimentações. As suspeitas levantaram questionamentos sobre a transparência das informações apresentadas ao mercado.


PF investiga Digimais e mira grupo ligado a Edir Macedo

Banco enfrenta crise e negociação de venda

O Digimais atravessa uma crise financeira que já vinha sendo acompanhada pelo mercado e por órgãos reguladores. Nos últimos meses, a instituição recebeu aportes para reforçar sua estrutura e buscava alternativas para reequilibrar suas contas.

Em abril deste ano, o BTG Pactual confirmou a assinatura de documentos para aquisição do controle acionário do banco. A operação, entretanto, ainda depende de etapas regulatórias e da conclusão dos processos necessários para sua efetivação.

Impacto da investigação

A ofensiva da Polícia Federal amplia a pressão sobre a instituição financeira e pode influenciar diretamente os desdobramentos da negociação de venda. O caso também aumenta a atenção das autoridades sobre operações envolvendo fundos de investimento, carteiras de crédito e mecanismos utilizados por instituições financeiras para registrar ativos em seus balanços.

Até o momento, os investigados acompanham o andamento do processo, enquanto os órgãos responsáveis buscam esclarecer a extensão das irregularidades e eventuais responsabilidades dos envolvidos.

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