Inverno 2026: El Niño reduz frio e altera chuvas no Brasil
Nova estação começa com influência do El Niño, temperaturas acima da média em grande parte do país e mudanças importantes no regime de chuvas
Foto: Paulo Pinto A expectativa de um inverno menos rigoroso em boa parte do Brasil marca o início da nova estação, que começou às primeiras horas deste domingo (21). A principal influência será o El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que já foi confirmado por órgãos internacionais de monitoramento climático.
Temperaturas acima da média
A tendência para os próximos três meses é de temperaturas superiores à média histórica em grande parte do território nacional. Embora episódios de frio intenso ainda possam ocorrer, especialmente com a passagem de massas de ar polar, especialistas indicam que o fenômeno climático deverá limitar a frequência e a duração das ondas de frio mais severas.
O efeito deve ser mais perceptível a partir de agosto, quando a combinação entre períodos mais secos e a atuação de ventos vindos do Norte favorece a elevação gradual das temperaturas. Com isso, a sensação predominante poderá ser de um inverno mais ameno em comparação com anos anteriores.

Mudanças no regime de chuvas
Os impactos não se restringem às temperaturas. A previsão aponta para chuvas acima da média na Região Sul, elevando a atenção para episódios de temporais e eventos climáticos extremos. Já nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é de precipitações mais escassas, aumentando o risco de estiagem em diversas áreas.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o período seco característico da estação deve permanecer, acompanhado por índices reduzidos de umidade do ar e temperaturas mais elevadas que o habitual para a época.
Impactos além do clima
A combinação entre calor acima da média, baixa umidade e redução das chuvas em determinadas áreas pode favorecer a ocorrência de queimadas e incêndios florestais, especialmente no Brasil Central e em partes da Amazônia durante o fim do inverno.
Além disso, especialistas alertam para possíveis reflexos na saúde da população mais vulnerável, como idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias e cardiovasculares, devido aos períodos prolongados de calor e ar seco.
Com previsão de permanência ao longo do segundo semestre, o El Niño deve continuar influenciando os padrões climáticos brasileiros, tornando o inverno de 2026 diferente do cenário tradicionalmente associado à estação mais fria do ano.
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