Indústria registra 18 meses seguidos de pessimismo
Confiança dos empresários industriais recua novamente e atinge uma das piores sequências da série histórica, refletindo preocupações com o cenário econômico e as perspectivas para os próximos meses
Divulgação/CNI A falta de confiança na indústria brasileira chegou ao 18º mês consecutivo, consolidando uma das mais longas sequências de pessimismo já registradas pelo setor. O resultado reforça a percepção negativa dos empresários sobre o desempenho da economia e das próprias empresas, além de indicar expectativas menos favoráveis para o futuro.
Confiança segue abaixo do nível considerado positivo
O indicador de confiança da indústria recuou de 47,2 para 46,7 pontos em junho, afastando-se ainda mais da marca de 50 pontos, referência que separa confiança de falta de confiança. O resultado mantém o setor em terreno negativo desde janeiro de 2025.
A atual sequência é considerada a segunda pior da história do levantamento, ficando atrás apenas do período da recessão econômica enfrentada pelo país entre 2015 e 2016.
Avaliação do presente piora
A percepção dos empresários sobre as condições atuais da economia e dos negócios também apresentou deterioração. O índice que mede essa avaliação caiu de 42,9 para 42,3 pontos, sinalizando que o ambiente econômico é visto como pior do que o observado seis meses atrás.
O resultado demonstra que as dificuldades enfrentadas pelo setor continuam influenciando a visão dos industriais sobre o momento atual da atividade econômica.
Expectativas para os próximos meses ficam mais negativas
As projeções para o futuro também perderam força. O índice de expectativas passou de 49,3 para 48,9 pontos, indicando aumento do pessimismo em relação ao desempenho das empresas nos próximos seis meses.
A combinação entre avaliação negativa do presente e expectativas menos favoráveis contribui para manter o setor distante de um ambiente de confiança, cenário que costuma influenciar decisões de investimento, produção e contratação.
Levantamento ouviu mais de mil empresas
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 9 de junho de 2026 e contou com a participação de 1.170 empresas industriais, incluindo pequenos, médios e grandes negócios.
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