Mulher de 37 anos que fingiu ser criança passou por internações psiquiátricas
Mulher que se passou por pré-adolescente em Santa Catarina possui histórico de internações psiquiátricas e automutilação no Nordeste
Reprodução A farsa da falsa adoção ganha novos contornos com a revelação de que a cearense Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, possui um histórico de internações psiquiátricas e tratamentos de saúde mental que remontam a pelo menos dezesseis anos atrás. A acusada foi presa preventivamente após enganar uma família em território catarinense, onde conviveu por quatorze meses fingindo ser uma criança de 12 anos para ser acolhida. O caso chocou a comunidade e gerou investigações profundas sobre o passado da suspeita.
O passado psiquiátrico no Ceará
Internações em hospitais especializados de Fortaleza fazem parte dos registros médicos da mulher. O acompanhamento ocorreu no Hospital Mental de Messejana e no antigo Hospital Mira y López, além de intervenções em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no município de Horizonte. Naquela época, a investigada já utilizava a falsa identidade de uma menor para fazer denúncias contra familiares, mobilizando a estrutura da Polícia Civil local.

Ataques à própria família e mistério das agulhas
Denúncias de abusos graves e rituais foram apresentadas pela acusada contra seus próprios pais. As alegações apontavam que o casal introduzia chaves e agulhas no corpo da filha. Um exame de raio-x confirmou a presença de objetos metálicos no organismo da mulher. Contudo, as investigações policiais da época colheram depoimentos de vizinhos que desmentiram as acusações, descrevendo os pais como cidadãos pacatos. Os genitores comprovaram a maioridade da filha com uma certidão de nascimento, alegando que ela sofria de graves transtornos psiquiátricos.

Repetição do método em solo catarinense
A entrada em uma unidade hospitalar de Florianópolis acendeu o alerta definitivo sobre as táticas da suspeita. Ao buscar atendimento no Hospital Infantil Joana de Gusmão, sob a alegação de dores no abdômen e fingindo ser adolescente, uma nova sonda de raio-x detectou novamente múltiplos objetos metálicos inseridos no corpo. A aproximação com a família acolhedora ocorreu por intermédio de um líder religioso, começando com um pedido de emprego na área de panificação e evoluindo para a narrativa de vulnerabilidade infantil que sustentou o golpe emocional.
A resposta da defesa
O teste de sanidade mental foi formalmente solicitado pela defesa dativa da acusada, que passou por audiência de custódia e teve a prisão decretada pela Justiça. O processo apura os crimes de estelionato e falsa identidade. O histórico clínico e as evidências de automutilação serão peças fundamentais para que o poder judiciário determine a responsabilidade criminal da suspeita diante do impacto causado às vítimas da farsa.
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