Cassação do vereador Cleiton Profeta é aprovada
Plenário da Câmara decide pela perda do mandato de parlamentar acusado de quebra de decoro em episódio que gerou forte repercussão política na cidade
Fotos: Mauro Schlieck A Câmara de Vereadores de Joinville decidiu pela cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL) após a conclusão de um processo por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada em sessão de julgamento realizada nesta segunda-feira (8), encerrando um dos episódios mais controversos da atual legislatura e ampliando o debate sobre os limites da atuação dos parlamentares no exercício do mandato.
O caso teve origem após manifestações e comportamentos atribuídos ao vereador durante discussões no Legislativo municipal, incluindo o episódio em que chamou um colega parlamentar de “velho gagá”, fato que gerou repercussão política e levou à abertura de uma Comissão Processante para apurar possível violação das normas de conduta exigidas dos integrantes da Casa.

Julgamento mobilizou Câmara e comunidade
A sessão que definiu o futuro político de Cleiton Profeta atraiu atenção dentro e fora do Legislativo. O julgamento representou a etapa final de um processo iniciado em março e acompanhado de perto por vereadores, lideranças partidárias e pela população joinvilense.
Ao final da votação, foram registrados 13 votos favoráveis à cassação, número mínimo necessário para a perda do mandato. Outros dois vereadores votaram pela absolvição, enquanto três parlamentares optaram pela abstenção. Com o resultado, a denúncia foi considerada procedente pelo plenário e a sanção máxima prevista para o caso foi aplicada.
Entre os votos favoráveis à cassação estiveram representantes de diferentes partidos, demonstrando uma convergência de posicionamentos em torno da avaliação de que houve conduta incompatível com o exercício da função parlamentar.
Comissão apontou quebra de decoro
Antes da votação em plenário, a Comissão Processante responsável pela apuração dos fatos havia aprovado relatório recomendando a perda do mandato. O documento foi elaborado pelo relator Érico Vinicius (Novo) e concluiu pela procedência da denúncia.
Segundo o parecer, os elementos reunidos durante a investigação indicaram a ocorrência de quebra de decoro parlamentar, além de comportamento considerado incompatível com a dignidade do cargo. O relatório também mencionou um episódio de avanço físico contra um colega vereador, considerado relevante para a análise da conduta do denunciado.
Na avaliação do relator, a cassação era uma medida necessária para preservar a credibilidade do Poder Legislativo e a confiança da população na instituição.
Tentativas de intimação marcaram o processo
Durante a tramitação da Comissão Processante, os integrantes do colegiado relataram dificuldades para intimar o vereador e seus representantes legais. Conforme informado oficialmente pela comissão, foram realizadas diligências no gabinete parlamentar, no escritório de advocacia e também na residência do investigado. As tentativas, entretanto, não obtiveram êxito.
Mesmo diante dessas circunstâncias, o processo seguiu seu curso dentro dos prazos regimentais e chegou ao julgamento final pelo plenário da Câmara.
Impacto político em Joinville
A cassação representa uma das decisões mais significativas da atual legislatura e provoca reflexos diretos na composição da Câmara de Vereadores de Joinville. Além da perda do mandato, o episódio reforça discussões sobre responsabilidade institucional, conduta parlamentar e o papel do Legislativo na fiscalização de seus próprios integrantes.
O caso também ganha relevância por ocorrer em um momento de intensa atenção pública sobre a atuação dos agentes políticos e sobre os mecanismos de responsabilização previstos para situações consideradas incompatíveis com o exercício da função pública.
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