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Joinville,04/05/2026

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Petrobras eleva preços do gás e combustível de aviação

Novos índices de reajuste para o gás canalizado e querosene de aviação geram alerta sobre impactos inflacionários no mercado nacional

Fonte: redação360
Petrobras eleva preços do gás e combustível de aviação Divulgação

Sob impacto direto das variações no cenário internacional e do câmbio, a Petrobras confirmou a aplicação de novos valores para o gás canalizado e o querosene de aviação (QAV). A medida, que já entrou em vigor neste início de maio, estabelece um acréscimo de 19,2% no preço do gás vendido para as distribuidoras. Este índice reflete o comportamento do petróleo tipo Brent e as oscilações do mercado financeiro entre fevereiro e abril, afetando diretamente o gás natural veicular (GNV) e o fornecimento para comércio e residências.

Entenda a composição do aumento e setores afetados

Diferente do que ocorre com o gás de cozinha convencional (GLP), que possui regras próprias de precificação, o gás canalizado é reajustado trimestralmente com base em contratos firmados entre a estatal e as concessionárias. A Petrobras justificou a decisão apontando que o barril de petróleo registrou uma valorização de aproximadamente 24,3% no período, enquanto o câmbio apresentou uma leve apreciação. Para o setor aéreo, o cenário também é de custos mais elevados, com um salto de 18% no preço do querosene de aviação para as distribuidoras.

Fatores de pressão e perspectivas para o consumidor

Embora o reajuste seja aplicado na saída das refinarias, o preço final pago pelo consumidor nas bombas de GNV ou nas contas de gás depende de uma cadeia complexa. Além do valor da molécula de gás, entram no cálculo as margens de lucro dos postos de revenda, custos de transporte e a carga tributária federal e estadual. Representantes da Abegás (Associação Brasileira das Empresas de Gás Canalizado) demonstram preocupação com o fôlego financeiro das distribuidoras diante de um aumento dessa magnitude e pedem medidas governamentais para mitigar o impacto.

Previsões indicam novos saltos no segundo semestre

As projeções para os próximos meses mantêm o setor em estado de alerta. Estimativas da associação indicam que um novo reajuste previsto para agosto pode ser ainda mais severo, com potencial de elevar os preços da molécula em até 35%. A ausência de subsídios ou mecanismos de contenção, semelhantes aos aplicados ao diesel, pode tornar o gás natural menos competitivo frente a outros combustíveis, gerando um efeito cascata que pressiona a inflação em diversos setores da economia brasileira.

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