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Joinville,27/04/2026

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Anvisa proíbe venda de xaropes com clobutinol por risco cardíaco

Agência Nacional de Vigilância Sanitária retira do mercado medicamentos para tosse após identificar perigo de arritmia grave

Fonte: ANVISA/redação360
Anvisa proíbe venda de xaropes com clobutinol por risco cardíaco edição360/IA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização e do uso de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol. A medida foi motivada por um parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância, que identificou um aumento relevante no risco de arritmias cardíacas graves em pacientes expostos ao componente. Segundo o órgão regulador, os potenciais efeitos adversos identificados superam qualquer benefício terapêutico que os xaropes antitussígenos possam oferecer.


Anvisa proíbe venda de xaropes com clobutinol por risco cardíaco


A resolução oficial foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, e estabelece que os produtos devem ser retirados de circulação em todo o território nacional. Além da venda, a norma proíbe a fabricação, importação, manipulação, distribuição e propaganda de remédios baseados nessa fórmula. O clobutinol é um princípio ativo amplamente utilizado em medicamentos destinados ao alívio da tosse seca, agindo diretamente no sistema nervoso central.

Riscos à saúde do coração

Especialistas explicam que a substância pode provocar uma alteração elétrica no coração conhecida como prolongamento do intervalo QT. Esse distúrbio modifica o ritmo dos batimentos cardíacos, o que pode desencadear episódios de morte súbita, inclusive em pacientes que não apresentam histórico de doenças cardiovasculares. O perigo é acentuado quando o medicamento é administrado em doses elevadas ou combinado com outros fármacos que também afetam a condução elétrica do coração.

A recomendação para os consumidores que possuem esses xaropes em casa é a interrupção imediata do uso. A Anvisa reforça que a tosse é um sintoma e não uma doença por si só, devendo o paciente buscar orientação médica para identificar a causa do problema em vez de recorrer à automedicação. Profissionais de saúde foram instruídos a não prescreverem mais produtos com esta composição e a buscarem alternativas terapêuticas seguras para o tratamento respiratório.

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