Hospitais públicos de Joinville enfrentam dificuldades e superlotação
Gestores e vereadores debatem soluções urgentes para a superlotação e demora no atendimento hospitalar
Reprodução / Internet Pressionados pela alta demanda de pacientes com sintomas de dengue e doenças respiratórias, os hospitais São José, Regional Hans Dieter Schmidt e Infantil Dr. Jeser Amarante Faria apresentaram números que preocupam as autoridades. A reunião técnica contou com a presença da Secretária Municipal de Saúde, Tânia Eberhardt, além de diretores das unidades estaduais e representantes do Ministério Público, que buscam saídas para o represamento de pacientes nos prontos-socorros.

Gargalos no atendimento especializado
No Hospital Municipal São José, a ocupação da UTI permanece frequentemente em 100%, o que impede o fluxo ágil de pacientes que aguardam no pronto-socorro. Segundo a gestão da unidade, a falta de leitos de retaguarda em outras instituições agrava a retenção de pessoas que já deveriam ter sido transferidas para internação. O aumento repentino na busca por atendimento emergencial foi classificado como atípico, superando as projeções sazonais da Secretaria de Saúde.

Crise na pediatria e unidades estaduais
Preocupa também a situação do Hospital Infantil, onde o tempo de espera para casos de menor gravidade chegou a registrar marcas de dez horas nos últimos dias. A diretoria da instituição destacou que o grande volume de casos de baixa complexidade acaba sobrecarregando a estrutura que deveria focar em situações de urgência e emergência. No Hospital Regional, o desafio se concentra na manutenção da escala médica e na gestão de leitos de clínica médica, também operando acima da capacidade projetada.

Estratégias e providências imediatas
Como medida paliativa para desafogar as emergências, a Prefeitura de Joinville anunciou a ampliação do horário de funcionamento de algumas Unidades Básicas de Saúde da Família e o reforço nas UPAs Leste e Sul. O Ministério Público reforçou que continuará monitorando os tempos de espera e cobrou um cronograma mais rígido para a contratação de novos profissionais e a abertura de leitos remanescentes. Os parlamentares da comissão sugeriram a criação de uma força-tarefa para otimizar as altas hospitalares e garantir que os leitos sejam liberados com maior rapidez.
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