Engenharia catarinense define o som dos novos motores V8 da Stock Car
Unidade da ArcelorMittal em São Bento do Sul entrega sistema de escapamento para a temporada 2026 em tempo recorde
Divulgação A Stock Car Pro Series inicia sua temporada 2026 no dia 8 de março, no Circuito dos Cristais, em Curvelo (MG), trazendo como principal novidade o retorno dos motores V8. Para viabilizar essa mudança, a engenharia brasileira desempenhou um papel crucial na fabricação dos sistemas de escapamento, desenvolvidos pela unidade Tuper da ArcelorMittal, localizada em São Bento do Sul, Santa Catarina.
A escolha da empresa pela Vicar, organizadora da categoria, ocorreu devido ao histórico da unidade no desenvolvimento de soluções tubulares de alta performance. O componente é fundamental não apenas para a vazão técnica dos gases do motor, mas para garantir a identidade sonora característica que define a experiência sensorial da maior categoria do automobilismo nacional.
Agilidade industrial e precisão técnica
Um dos pontos de maior destaque no projeto foi o cronograma de execução. O desenvolvimento e a entrega de 80 peças, que compõem os 40 conjuntos completos para os carros do grid, foram realizados em apenas 30 dias. Em condições normais de mercado, um projeto dessa complexidade exigiria cerca de 120 dias.
Para cumprir o prazo sem comprometer o rigor técnico, foi mobilizada uma equipe exclusiva dedicada à solução. Segundo o comando da unidade catarinense, o trabalho uniu o conhecimento em ciência dos materiais com as demandas específicas de confiabilidade e desempenho exigidas pelas pistas.

Evolução da plataforma SNG02
A produção dos escapamentos integra a transição para o novo modelo de carro, o SNG02, que representa uma evolução da plataforma estreada no ano anterior. O sistema de exaustão é visto como o elo entre a tecnologia do aço e a emoção do público, sendo o responsável direto por traduzir a potência do motor em som.
A parceria reforça a presença da indústria siderúrgica no esporte a motor, aplicando o aço em sistemas críticos que suportam condições extremas de calor e vibração. Para a organização da Stock Car, a colaboração com a engenharia nacional é um passo estratégico para consolidar a nova fase tecnológica da categoria, mantendo a competitividade e a tradição dos propulsores V8 no Brasil.
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