Irmãs de Jaraguá do Sul: Lívia e Dora Voigt mais uma vez na lista da Forbes dos bilionários mais jovens
Herdeiras da WEG colocam Santa Catarina entre as fortunas globais da nova geração
Reprodução / Redes sociais Imagine crescer em uma cidade industrial pacata como Jaraguá do Sul, no coração de Santa Catarina, e acordar um dia com uma fortuna que daria para comprar ilhas inteiras. É exatamente isso que acontece com Lívia Voigt de Assis, de 20 anos, e Dora Voigt de Assis, de 27. Pela segunda vez consecutiva, as irmãs figuram na lista da Forbes dos bilionários mais jovens do mundo, aquela que destaca os 21 under 30. Cada uma carrega um patrimônio estimado em 1,2 bilhão de dólares, o que bate uns 6,9 bilhões de reais no câmbio de hoje. E tudo isso sem mexer um dedo na empresa familiar: é herança pura, direto do avô delas, Werner Ricardo Voigt, um dos fundadores da WEG.
Duas irmãs, um legado bilionário
Lívia, a caçula, já virou sensação no ano passado, quando estreou na lista como a bilionária mais jovem do planeta, aos 19 anos recém-completados. Ela até pediu privacidade nas redes sociais, dizendo que prefere um perfil baixo longe dos holofotes. Agora, com 20, segue firme na vice-liderança, atrás apenas de um herdeiro sul-coreano. Dora, a mais velha, divide o pódio com a irmã: mesma fatia de 3,1 por cento das ações da WEG, mesma bolada na conta. Nenhuma das duas ocupa cargo na multinacional. Elas moram em Florianópolis, curtindo uma vida discreta que contrasta com o tamanho do sobrenome. Mas o peso da herança é inegável: o avô delas ajudou a erguer um império a partir de uma garagem em 1961, ao lado de Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.
A WEG: de Jaraguá para o mundo
Falar da WEG é contar a história de como o empreendedorismo catarinense conquistou o planeta. Fundada há mais de seis décadas na sede de Jaraguá do Sul, a empresa se tornou uma potência em equipamentos elétricos, produzindo milhões de motores por ano e exportando para mais de 135 países. É o tipo de sucesso que faz Santa Catarina se orgulhar: de uma fábrica local para o topo da cadeia global de inovação industrial. As irmãs Voigt de Assis pegaram o bastão sem suor próprio, mas representam o que o Sul do Brasil faz de melhor: construir fortunas sólidas e duradouras, longe do barulho das capitais.
Santa Catarina no mapa das novas riquezas
Essa dupla brasileira injeta um toque de interior no ranking dominado por herdeiros europeus e asiáticos. Dos 21 nomes, 19 são de famílias abastadas, com só dois que construíram tudo do zero: um no mundo dos cassinos online e outro na inteligência artificial. As Voigt de Assis são as únicas da América Latina nessa festa, provando que Jaraguá do Sul, com seus 180 mil habitantes e um PIB per capita invejável, não deve nada a metrópoles globais. É um lembrete de que o Brasil produz bilionários não só nas praias do Rio ou nos arranha-céus de São Paulo, mas no ventre industrial do Sul. Quem sabe se Lívia e Dora um dia assumem o leme da WEG ou seguem no low profile. Por ora, elas já colocam o nome de Santa Catarina no radar das fortunas que vêm moldando o futuro.
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