Filho de Barroso evita retorno aos EUA por sanções de Trump
Diretor do BTG Pactual em Miami, Bernardo Barroso opta por voltar ao Brasil após orientação do pai, presidente do STF
Foto: Gustavo Moreno O filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, Bernardo van Brussel Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde trabalha como diretor do BTG Pactual em Miami. A decisão foi tomada como medida de precaução após o governo de Donald Trump anunciar, em 18 de julho de 2025, a suspensão dos vistos de oito ministros do STF e seus familiares.
Bernardo estava de férias na Europa quando soube da medida e, seguindo o conselho do pai, optou por voltar ao Brasil para evitar possíveis problemas na imigração americana. A suspensão dos vistos ainda não foi oficialmente comunicada aos ministros do Supremo, mas gerou cautela. O receio era que Bernardo pudesse ser barrado ao tentar entrar nos EUA.
Luís Roberto Barroso, um dos alvos das sanções, tem laços estreitos com os Estados Unidos. Ele colabora academicamente com a Harvard Kennedy School e já realizou visitas a outras universidades americanas durante sua presidência no STF. Sua filha, Luna van Brussel Barroso, também estudou nos EUA, onde cursou pós-graduação na Universidade Yale entre 2022 e 2023, antes de retornar ao Brasil para um doutorado em Direito Constitucional na USP.
Bernardo, por sua vez, tem experiência acadêmica e profissional no exterior. Em 2018, participou de um curso de três meses na Cambridge Square Capital, em Boston, e, mais recentemente, concluiu um mestrado em Ciência de Dados no McDaniel College. Desde agosto de 2024, ele atua como diretor associado do BTG Pactual, inicialmente em Nova York e, depois, em Miami.
As sanções do governo Trump têm relação com o avanço de processos no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, investigados por envolvimento em uma tentativa de golpe em 2022. Além da revogação dos vistos, o governo americano aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, restringindo seu acesso ao sistema financeiro dos EUA, incluindo operações em dólar e o uso de cartões de crédito como Mastercard e Visa.
No STF, há preocupação de que as sanções financeiras possam se estender a outros ministros e seus familiares. Apenas Luiz Fux, André Mendonça e Kássio Nunes Marques, os dois últimos indicados por Bolsonaro, foram poupados das medidas até o momento.
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