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Joinville,27/05/2026

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Santa Catarina é o segundo estado em contratações de imigrantes em 2025

Indústria lidera admissões de estrangeiros, com destaque para venezuelanos

Fonte: redação360/Caged
Santa Catarina é o segundo estado em contratações de imigrantes em 2025 Foto: Marcelo Camargo

Santa Catarina fechou o primeiro semestre de 2025 com um saldo expressivo de 10.646 imigrantes contratados, conquistando o segundo lugar no ranking nacional de admissões de estrangeiros, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No Brasil, o período registrou 41,9 mil contratações de trabalhadores de outros países. Em SC, a maioria veio de Venezuela, Cuba e Haiti, encontrando oportunidades principalmente na indústria.

As cidades catarinenses que mais abriram vagas para imigrantes foram Chapecó, com 1,3 mil contratações, seguida por Joinville (1,1 mil), Florianópolis (457), Blumenau (448) e Guatambu (384). A força do mercado de trabalho no estado reflete um momento econômico favorável. “Santa Catarina é uma terra de oportunidades, seja para trabalhar, viver ou empreender. Isso explica por que tantos migrantes e imigrantes escolhem o estado. Além disso, temos a menor taxa de desemprego do Brasil e criamos mais de 80 mil vagas formais só em 2025”, destaca Silvio Dreveck, secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços.

No cenário nacional, a Região Sul se destacou, respondendo por 70% das vagas para estrangeiros, totalizando 28,9 mil oportunidades. O Paraná liderou com 10,9 mil admissões, seguido por Rio Grande do Sul (7,2 mil), São Paulo (6,4 mil), Minas Gerais (1,3 mil) e Mato Grosso (1 mil). Em 2024, vale lembrar, Santa Catarina foi o estado que mais contratou imigrantes, com 18,9 mil trabalhadores.

Na divisão por setores, a indústria catarinense absorveu 6,2 mil imigrantes, com ênfase na produção de alimentos. O setor de supermercados veio em seguida, com 2,6 mil vagas, e os serviços administrativos empregaram mil pessoas. Entre as nacionalidades, os venezuelanos lideraram, com 6,7 mil trabalhadores (63% do total), seguidos por cubanos (1,7 mil, 16%), haitianos (mil, 9%) e argentinos (419, 4%).

Dreveck reforça que os imigrantes têm sido essenciais para suprir a alta demanda por mão de obra no estado. Ele também destaca que medidas de apoio às empresas impactadas pelo aumento de tarifas serão focadas na preservação de empregos. Muitas empresas catarinenses, aliás, dependem diretamente da força de trabalho estrangeira para manter suas operações em alta.

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