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Joinville,07/06/2026

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Cadastro estadual de doenças raras é aprovado pela ALESC

Projeto cria banco de dados para mapear pacientes, orientar políticas públicas e ampliar o acesso a tratamentos especializados em Santa Catarina

Fonte: AgAlesc/redação360
Cadastro estadual de doenças raras é aprovado pela ALESC FOTO: Bruno Collaço

A criação de um Cadastro Estadual de Pacientes com Doenças Raras em Santa Catarina recebeu aprovação da Assembleia Legislativa e pode representar uma mudança importante na formulação de políticas públicas voltadas a milhares de famílias que convivem diariamente com enfermidades de difícil diagnóstico e tratamento. A medida está prevista no Projeto de Lei 699/2025, de autoria da deputada Ana Campagnolo, e ainda passará pela votação da Redação Final antes de seguir para análise do governador do Estado.

A proposta estabelece a criação de uma base de dados destinada a reunir, organizar e monitorar informações sobre pessoas diagnosticadas com doenças raras em Santa Catarina. O objetivo é fornecer informações mais precisas para o planejamento de ações governamentais, além de permitir um acompanhamento mais eficiente da realidade enfrentada por esses pacientes.


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Mapeamento para orientar políticas públicas

Pelo texto aprovado, são consideradas doenças raras aquelas que atingem até 65 pessoas a cada grupo de 100 mil habitantes, critério adotado internacionalmente e utilizado na proposta catarinense. Entre os exemplos citados estão a esclerose lateral amiotrófica (ELA), a fibrose cística e a síndrome de Dravet, enfermidades que exigem acompanhamento especializado e, em muitos casos, tratamentos de alto custo.

A expectativa é que o cadastro permita ao Estado construir um mapeamento epidemiológico mais consistente, identificando a distribuição dos pacientes e suas necessidades específicas. Com essas informações, órgãos públicos poderão estruturar programas mais direcionados e ampliar a efetividade das ações na área da saúde.

Impacto para pacientes e famílias

Além de auxiliar na elaboração de políticas públicas, o cadastro também poderá contribuir para o fortalecimento da pesquisa científica, a definição de protocolos clínicos, a capacitação de profissionais da saúde e uma distribuição mais adequada dos recursos públicos destinados ao atendimento dessas enfermidades.

Outro impacto esperado é a melhoria no acesso a medicamentos, exames e terapias especializadas, uma das principais dificuldades enfrentadas por pessoas com doenças raras. O levantamento de dados poderá ajudar o Estado a identificar demandas reprimidas e aperfeiçoar a oferta de serviços, reduzindo barreiras enfrentadas por pacientes e familiares na busca por diagnóstico e tratamento.

A iniciativa também busca oferecer mais segurança na tomada de decisões relacionadas à saúde pública, permitindo que investimentos sejam direcionados de forma mais eficiente para áreas com maior necessidade e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.

Próximos passos

Com a aprovação em plenário, o projeto segue para a etapa de Redação Final. Depois dessa fase, o texto será encaminhado ao governador, que decidirá sobre a sanção ou eventual veto da proposta. Caso seja transformado em lei, Santa Catarina passará a contar com um instrumento específico para reunir informações estratégicas sobre pessoas diagnosticadas com doenças raras, fortalecendo o planejamento das ações públicas voltadas a esse segmento da população.

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